A produção mundial de petróleo sofreu um forte recuo em março, após o quase bloqueio do Estreito de Ormuz em meio ao conflito no Irã. O incidente interrompeu exportações e forçou os maiores produtores a reduzir seus volumes.

Dados divulgados nesta segunda‑feira, 13, pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mostram que a produção dos países membros caiu quase 7,9 milhões de barris por dia, chegando a 20,79 milhões de barris/dia – 27% menos que em fevereiro.

Segundo o relatório, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos foram os que mais diminuíram a produção, enquanto a Nigéria registrou leve aumento. A situação evidencia a necessidade de regras claras para lidar com imprevistos recorrentes, conforme apontado pelo Estadão.

Impactos da queda da produção da Opep no Brasil

Volatilidade dos preços dos combustíveis

A redução abrupta da oferta mundial eleva o preço do barril, pressionando os custos dos combustíveis no mercado interno. Sem um plano estrutural, o governo recorre a medidas improvisadas que podem gerar instabilidade econômica.

Previsões de demanda e riscos futuros

A Opep mantém a projeção de crescimento da demanda global em 1,4 milhão de barris por dia em 2026, totalizando 106,53 milhões de barris/dia, e 1,3 milhão de barris por dia em 2027, chegando a 107,87 milhões. Esse aumento de consumo reforça a vulnerabilidade do Brasil diante de choques de oferta.

Desafios para a política energética brasileira

Para evitar novos improvisos, especialistas apontam que o país precisa de regras claras e de um plano de contingência que contemple reservas estratégicas, diversificação da matriz e acordos de cooperação internacional.

A fonte original da matéria é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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