Elon Musk está pronto para dar o próximo passo no mercado de telecomunicações do país. A Starlink, sua operadora de internet por satélite, já iniciou os trâmites oficiais para mudar a forma como usamos smartphones.
O objetivo é permitir que os usuários acessem a rede mundial diretamente de seus aparelhos, sem a necessidade de roteadores. Essa mudança pode transformar regiões remotas em pontos de alta conectividade em todo o território nacional.
O pedido formal já foi encaminhado aos órgãos reguladores brasileiros para viabilizar essa operação tecnológica em um futuro próximo, conforme divulgado pelo Estadão.
A expansão da Starlink e o futuro da conexão móvel
O que é a tecnologia D2D e seus benefícios
A Starlink já registra um sucesso estrondoso em solo nacional. O Brasil se tornou o segundo maior mercado para o grupo, com mais de 1 milhão de clientes, atrás apenas dos Estados Unidos.
A nova aposta foca no sistema Direct to Device (D2D). Essa tecnologia permite a conexão direta entre satélites e smartphones, eliminando de vez a necessidade de torres ou antenas terrestres para captar o sinal.
Atualmente, o serviço funciona como uma banda larga fixa com roteadores. Com o D2D, a internet por satélite será acessível em qualquer lugar, sendo vital para emergências e áreas de difícil acesso.
Negociações com fabricantes e operadoras
Representantes de Musk estão em contato com a Apple, Samsung e Motorola. O objetivo é estimular o lançamento de modelos de celulares aptos a rodar na frequência de 2 Ghz, necessária para o serviço.
Além disso, a Starlink conversa com operadoras como Vivo, Claro e TIM. A ideia é firmar parcerias comerciais para vender planos que funcionem como um complemento à rede móvel tradicional já existente no Brasil.
Desafios regulatórios e o prazo de lançamento
Para que o projeto avance, a Anatel precisa autorizar o uso da banda S. O tema ganhou urgência após outra empresa, a AST Space Mobile, receber permissão para operar uma tecnologia similar em solo brasileiro.
A previsão é que o serviço de internet por satélite direto no celular comece a operar entre o fim de 2026 e o início de 2027, após o lançamento de uma nova geração de satélites específicos em órbita.
A empresa de Elon Musk comprou os direitos de uso da frequência da Echostar em 2025. Agora, o processo de transferência da licença aguarda o aval final da agência reguladora para ser finalmente concretizado.
A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão.







