O mercado de telecomunicações no Brasil está prestes a passar por mais uma grande transformação estratégica. A Vivo, marca da Telefônica Brasil, está de olho em um novo alvo para consolidar sua liderança absoluta na banda larga.
Fontes próximas às negociações indicam que a operadora já contratou assessores especializados para avaliar a compra da Vero. O movimento busca garantir crescimento em um setor cada vez mais saturado e competitivo no país.
Embora ainda não exista um acordo vinculante assinado, as conversas seguem em ritmo avançado nos bastidores, representando um sinal claro de consolidação no setor, conforme divulgado pelo Estadão.
Por que a Vivo negocia compra da Vero no cenário atual?
A potencial transação ocorre em um momento de intensa movimentação entre operadoras de médio e grande porte. A estratégia de crescimento inorgânico tem sido a saída para ganhar escala e aliviar pressões financeiras em diversas empresas.
Recentemente, o mercado viu a Claro adquirir a Desktop e a Brasil Tecpar avançar sobre a Ligga. Agora, a Vivo negocia compra da Vero para se distanciar dos concorrentes e aproveitar as sinergias operacionais que a integração pode oferecer.
Dificuldades operacionais e financeiras da Vero
O carro-chefe da Vero é a banda larga fixa, mas a empresa enfrenta desafios para manter sua base. Somente em 2024, a companhia registrou a perda de 64 mil usuários, em meio a um cenário de competição acirrada e maior rigor no crédito.
Além da queda no número de assinantes, a situação financeira preocupa, pois a dívida líquida da Vero atingiu R$ 3 bilhões. A agência S&P rebaixou a perspectiva do rating da empresa para negativa, refletindo a dificuldade de cumprir métricas de alavancagem.
Interesse das gestoras de private equity
Atualmente, a Vero é controlada pelas gestoras Vinci Partners e Warburg Pincus, que detêm 60% do negócio. A venda para a Vivo seria a porta de saída ideal para esses investidores, que planejavam um IPO que não se concretizou.
A fusão anterior com a Americanet em 2023 foi uma solução intermediária, mas o cenário de juros altos e endividamento elevado apressou a busca por um comprador estratégico. A venda ajudaria a resolver o fluxo de caixa pressionado pelas debêntures.
Reforço estratégico nas regiões Sul e Sudeste
Para a Vivo, a principal vantagem do negócio seria fortalecer sua presença onde a disputa com provedores locais, como a Unifique, é mais intensa. A empresa já possui 8,2 milhões de acessos por fibra ótica e quer ampliar essa base.
Diferente da Vero, a Vivo ostenta uma situação de caixa confortável, com alavancagem de apenas 1 vez. Isso permite que a companhia realize aquisições de oportunidade para eliminar concorrentes e dominar áreas geográficas importantes no Sudeste e Sul.
O aval necessário da matriz na Espanha
Apesar do entusiasmo, o negócio ainda depende do aval do Grupo Telefónica, na Espanha. A matriz busca reduzir dívidas globais e aumentar a eficiência, o que levanta dúvidas sobre o uso do caixa para novas compras ou dividendos.
Em nota oficial, a Vivo limitou-se a dizer que avalia constantemente oportunidades de mercado alinhadas com sua estratégia, enquanto a Vero preferiu não comentar os rumores sobre as tratativas em curso no momento.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







