O cenário econômico brasileiro enfrentou um choque de realidade com a revelação dos custos reais da reforma tributária, após anos de discussões sem números definitivos.
O Tribunal de Contas da União apresentou dados que elevam a preocupação sobre o peso dos impostos no consumo, indicando que o Brasil caminha para um patamar histórico.
A nova projeção surpreendeu o mercado e o Congresso Nacional, trazendo incertezas sobre o crescimento econômico, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto da nova alíquota da CBS no sistema tributário
A divulgação de que a alíquota da CBS será de 11,35% causou espanto, visto que a projeção inicial da Fazenda era de 8,8%. Esse aumento de quase 30% sinaliza um peso maior no bolso.
Com essa mudança na reforma tributária, a estimativa para o IVA total brasileiro pode atingir entre 34% e 34,5%. Caso se confirme, o país superará a Hungria, que possui a maior taxa atual de 27%.
A conta que não fecha para o consumidor
Especialistas alertam que cada benefício ou redução setorial negociado no Congresso reflete diretamente no aumento da alíquota padrão paga por todos os outros setores da sociedade civil.
A falta de transparência sobre o impacto real antes da votação é uma das críticas centrais. O cidadão comum, sem representação direta em Brasília, acaba arcando com o custo das exceções tributárias.
O nó górdio das contas públicas e da dívida
A reforma tributária foi desenhada para ser neutra, mas o desequilíbrio fiscal persiste. A dívida bruta do governo alcançou 82,9% do PIB em agosto, somando mais de 11 trilhões de reais.
O Brasil gasta mais com juros da dívida do que com saúde e educação somados. Como metade da dívida é indexada à Selic, elevar juros para conter inflação acaba aumentando o próprio déficit público.
Riscos para o crescimento e investimentos
Carga elevada sobre o consumo reduz a demanda, enquanto juros altos freiam investimentos. Essa combinação perigosa pode estagnar a economia, dificultando a arrecadação projetada pelo governo.
Para quem investe, o cenário exige cautela. O país dispõe de pouco espaço para absorver novos choques econômicos, dado que 92% do orçamento federal já está comprometido com despesas obrigatórias.
Como aponta o texto original, “toda proposta de alteração do sistema deveria vir acompanhada da estimativa oficial do seu impacto sobre a alíquota de referência, publicada antes da votação”.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







