A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A acusação envolve fraudes bilionárias na venda de carteiras de crédito.
Segundo as investigações, o esquema movimentou cerca de R$ 17,5 bilhões entre os anos de 2024 e 2025. O processo envolvia créditos inexistentes, empresas de fachada e manobras para burlar os sistemas de controle.
O relatório aponta que informações estratégicas eram compartilhadas antes mesmo de decisões oficiais, revelando uma rede de influência política e financeira, conforme divulgado pelo Estadão.
Investigação da Polícia Federal revela detalhes da fraude no BRB
Segundo a PF, o esquema tinha três vertentes principais: a compra e substituição de créditos, o aumento artificial de capital para inflar o banco e a tentativa de compra do Banco Master, barrada pelo Banco Central.
A investigação aponta que ao menos R$ 12,2 bilhões foram comercializados sem qualquer prova de que os créditos realmente existiam. Para ocultar a movimentação, os envolvidos teriam utilizado uma empresa de fachada chamada Tirreno.
No dia 24 de outubro de 2024, o então presidente do banco informou a Vorcaro: “Acabei de receber o ok para seguir com o aumento de capital”, evidenciando o repasse de informações estratégicas sigilosas da fraude no BRB.
Envolvimento político e o papel de Ibaneis Rocha
Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, foi citado como o principal fiador político da parceria entre as instituições. Ele negou irregularidades, mas o escândalo impactou diretamente sua carreira política.
A crise gerada pela investigação levou Ibaneis a desistir de concorrer ao Senado em 2026. Ele renunciou ao cargo de governador em abril deste ano, após o banqueiro Daniel Vorcaro confirmar encontros pessoais com o político.
A PF aponta que Paulo Henrique Costa descreveu tratativas diretas com o governo para consolidar uma holding financeira, onde Vorcaro teria uma cadeira no conselho administrativo do Banco de Brasília.
O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa
A defesa de Paulo Henrique negou qualquer irregularidade e disse que o ex-dirigente “não tinha conhecimento das fraudes nas carteiras” no momento em que as operações de crédito foram originalmente praticadas.
Os advogados afirmam que foi o próprio Costa quem detectou as inconsistências e as reportou ao Banco Central. Além disso, alegam que ele seguiu as orientações do acionista majoritário, o governo do Distrito Federal.
A nota da defesa destaca que todas as decisões eram colegiadas e que o presidente não tomava decisões sozinho, enfatizando que ele sempre atuou visando o melhor interesse da instituição financeira pública.
Posicionamento de Daniel Vorcaro e Banco Master
A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não houve prejuízo ao banco público, pois as carteiras de crédito foram substituídas por outros ativos reais, solicitando assim a revogação imediata de sua prisão preventiva.
Em nota, os advogados afirmaram: “O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios geraram resultados positivos”.
Ainda segundo a defesa de Vorcaro, os números citados pela Polícia Federal seriam baseados em uma ação de indenização movida pelo próprio BRB, sem que houvesse, até o momento, uma perícia oficial concluída sobre o caso.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







