O mercado de saúde suplementar no Brasil pode estar prestes a presenciar uma das maiores transações do setor nos últimos anos. Duas gigantes globais de investimentos estão articulando um movimento ousado e bilionário.

As gestoras Advent e Bain Capital iniciaram sondagens com diversas instituições bancárias para garantir o capital necessário para a operação. O valor total da transação estimada pode ultrapassar a marca de R$ 15 bilhões.

As negociações envolvem a possível mudança de controle ou entrada de novos sócios em uma das maiores operadoras de saúde do país, conforme divulgado pelo Estadão.

O futuro da Amil: gestoras americanas buscam bilhões para aquisição estratégica

As reuniões entre as gestoras e bancos, tanto locais quanto estrangeiros, têm ocorrido de forma intensa nos últimos dias. O objetivo é estruturar o financiamento para a compra da Amil, buscando recursos no Brasil.

Embora possuam carteiras globais bilionárias, essas gestoras costumam reservar uma fatia pequena de seus fundos para o mercado brasileiro. Por isso, a busca por crédito local é essencial para viabilizar o vultoso cheque da operação.

Além de garantir os recursos, a tomada de dívida local ajuda a melhorar o retorno financeiro do negócio. A estratégia é apresentar uma proposta firme e garantida ao empresário José Seripieri Júnior, atual controlador da companhia.

Disputa pelo controle e o plano de José Seripieri Júnior

Inicialmente, os fundos americanos demonstraram interesse em adquirir 100% da operadora. No entanto, fontes indicam que as gestoras já admitem aceitar uma fatia majoritária, mantendo Júnior como um sócio minoritário no negócio.

Por outro lado, o empresário, que recomprou a Amil da UnitedHealth há cerca de dois anos por R$ 11 bilhões, parece relutante em abrir mão do comando. Sua intenção seria vender apenas uma participação minoritária, de até 30%.

Com essa venda parcial, Júnior pretende capitalizar a empresa para realizar novas aquisições. O plano final seria fortalecer a marca para uma futura abertura de capital, o IPO, na bolsa de valores brasileira, a B3.

A impressionante recuperação da operadora de saúde

Desde que assumiu o controle, Júnior promoveu uma profunda reestruturação administrativa. Esse processo de recuperação atraiu os olhos dos investidores estrangeiros, que enxergam um grande potencial de valorização no curto prazo.

Atualmente, a companhia é a terceira maior do setor em número de clientes no Brasil, somando mais de 3,5 milhões de beneficiários. O faturamento anual da operadora gira em torno da expressiva marca de R$ 30 bilhões.

Apesar do forte apetite dos fundos, as conversas ainda devem exigir novas rodadas de negociação. Júnior não demonstra pressa para vender, especialmente porque a empresa tem apresentado resultados sólidos e distribuído dividendos bilionários ultimamente.

A fonte original é o Estadão.

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