O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, 15, conhecido como IPCA-15, apresentou uma variação de apenas 0,06% no mês de julho. O número indica uma forte desaceleração em relação ao índice de junho.
O dado surpreendeu positivamente o mercado financeiro, ficando abaixo do piso das projeções esperadas. No acumulado de 12 meses, a alta é de 4,52%, o que coloca o índice ligeiramente acima do teto da meta.
A queda nos preços de itens essenciais, como alimentos e combustíveis, foi fundamental para esse resultado, trazendo um alívio temporário para o bolso dos consumidores, conforme divulgado pelo Estadão.
O que explica a desaceleração do IPCA-15 em julho?
A principal influência para o comportamento do índice veio da queda nos preços de Alimentação e bebidas, que recuou 0,66%. A alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata para as famílias brasileiras.
Outro setor que ajudou a segurar o indicador foi o de transportes, beneficiado pela redução nos combustíveis. A gasolina teve queda de 0,68%, enquanto o preço do etanol recuou expressivos 2,50% no período.
Conta de luz é o vilão do mês
Por outro lado, o grupo Habitação foi o que registrou a maior alta, com avanço de 0,97%. O grande culpado foi o aumento de 3,03% na energia elétrica residencial, devido à vigência da bandeira tarifária amarela.
Além da cobrança adicional nas faturas, o IBGE destacou que reajustes tarifários aplicados em diversas capitais brasileiras pressionaram os custos de moradia, compensando parte das quedas registradas em outros setores.
Reflexos na taxa Selic e política monetária
Segundo o economista da MAG Investimentos, Rafael Rondinelli, a leitura positiva do índice deve “reforçar a postura do Banco Central de cortar mais uma vez a taxa Selic na reunião da semana que vem”.
Para o especialista, embora a inflação como um todo ainda siga pressionada em algumas métricas, os dados de julho trazem um alento importante para as decisões futuras sobre os juros básicos da economia nacional.
Cenário para a economia brasileira
A equipe da BGC Liquidez avaliou que o IPCA-15 confirma um bom momento inflacionário, ocorrendo “sem nenhum efeito de segunda ordem relevante”, mesmo diante das incertezas e tensões geopolíticas no exterior.
Com o índice acumulado no ano em 3,51%, o mercado agora observa atentamente os próximos passos do Banco Central, que utiliza esses dados para calibrar o custo do crédito e o controle do consumo no país.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e o conteúdo completo pode ser acessado no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.






