O mercado global de energia foi pego de surpresa nesta segunda,feira com o acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que gerou um forte salto nas cotações internacionais da commodity.
Diante dessa volatilidade, o governo brasileiro sinalizou que pode realizar mudanças significativas na tributação do setor para equilibrar o cenário econômico nacional nos próximos meses.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, revelou que existe um estudo para a retirada gradual da cobrança sobre as vendas externas, conforme divulgado pelo Estadão.
Governo estuda reduzir ou até zerar imposto de exportação de petróleo
A possibilidade de zerar o imposto de exportação de petróleo surge em um momento em que a economia global observa atentamente os desdobramentos da guerra do Irã e a segurança das rotas comerciais.
Segundo Moretti, essa medida faz parte de um plano estratégico para manter a competitividade brasileira, ajustando as alíquotas conforme a estabilização dos conflitos internacionais e a oferta global do produto.
O impacto dos ataques entre Estados Unidos e Irã
A calmaria nas negociações foi interrompida pela retomada das hostilidades entre Washington e Teerã, ignorando o protocolo de entendimento assinado recentemente, no dia 17 de junho deste ano.
Com isso, os contratos do West Texas Intermediate (WTI) e do Brent registraram altas expressivas, superando a marca de 4%, refletindo o medo de uma nova crise no abastecimento mundial de energia.
Por volta das 2h30, o WTI subia 4,3%, cotado a US$ 74,49 por barril. Já o Brent, que é a referência internacional, avançava 4,2%, sendo negociado por cerca de US$ 79,21 o barril nas bolsas asiáticas.
O bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz
Um dos pontos mais críticos desse cenário é o novo bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta diariamente, sendo vital para o comércio.
O fechamento dessa passagem pelo Irã já havia causado estragos no início do ano, elevando os preços para patamares acima de US$ 110 por barril, o que gera um estado de alerta máximo entre os grandes investidores.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode ler a matéria completa através deste link.







