O setor de tecnologia para o agronegócio está se preparando para uma virada histórica nos próximos anos. A Zait, gigante do setor de sensores, acaba de anunciar uma expansão agressiva em São Paulo.
Com uma estrutura dez vezes maior que a anterior, a empresa unificou sua produção em um parque industrial moderno. O objetivo é atender a demanda reprimida que deve explodir a partir da safra de 2027.
A movimentação estratégica ocorre em um momento de cautela dos produtores, mas com foco total na eficiência produtiva, conforme divulgado pelo Estadão.
Estratégia da Zait para o mercado de máquinas agrícolas
A fabricante unificou suas operações em um espaço de 13,5 mil metros quadrados em Piracicaba. Essa mudança representa um salto produtivo necessário, já que a estrutura antiga não suportava o volume de vendas.
“Não estávamos dando conta de fabricar o que a equipe vendia”, afirma Marcos Ferraz, diretor executivo. Apesar do faturamento de R$ 90 milhões em 2026, a empresa mantém o otimismo para os próximos ciclos.
Inovação com novos sensores de pulverização
O grande diferencial da marca para atrair o produtor é o desenvolvimento de sensores de pulverização inteligentes. Esses dispositivos são projetados para reduzir drasticamente o desperdício de insumos caros.
Foram investidos cerca de R$ 300 mil na reforma da planta fabril paulista. Com esse aporte, a Zait tem capacidade para até triplicar a fabricação de máquinas e atender grandes clientes como a SLC Agrícola.
Controle total com a tecnologia Gas Station
Outra inovação que promete ganhar espaço é o sistema Gas Station. Trata-se de um equipamento instalado nos tanques de diesel que monitora cada litro retirado e identifica qual máquina recebeu o combustível.
O sistema envia relatórios detalhados diretamente para o WhatsApp do proprietário, facilitando o controle logístico. A empresa espera recuperar o investimento de R$ 100 mil no projeto em menos de um ano.
Cenário de recuperação no Rio Grande do Sul
Enquanto o sudeste expande, a indústria gaúcha também projeta melhoras após anos difíceis. Com a influência do fenômeno El Niño, espera-se que o volume de chuvas favoreça as próximas colheitas no estado.
Claudio Bier, presidente da Fiergs, afirma que “os preços dos grãos estão reagindo e a safra deve ser maior. Isso nos anima”. A expectativa é que a venda de máquinas agrícolas recupere o fôlego perdido em breve.
A fonte original é a Estadão e você pode ler a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo




