A Embraer, orgulho da indústria nacional, vive um momento de ascensão meteórica, superando desafios que muitos acreditavam ser o fim da linha para a fabricante de aviões brasileira.

Com uma estratégia focada em eficiência e inovação, a empresa conseguiu reverter o cenário negativo e hoje ostenta uma carteira de pedidos que atinge patamares históricos no setor mundial.

A trajetória da companhia, que segundo especialistas “sobreviveu ao próprio funeral”, revela como o Brasil se consolidou como uma potência na aviação, conforme divulgado pelo Estadão.

O renascimento da Embraer e o sucesso do Caçador de Lucros

Enquanto gigantes como Boeing e Airbus enfrentam gargalos na produção, a Embraer aproveita para crescer. Seu jato regional E2, apelidado de “Caçador de lucros”, é o grande destaque do momento.

A demanda por aeronaves menores está disparando no mundo todo. Em 2021, a empresa entregou 141 aviões, mas a expectativa para este ano é chegar a 255 unidades, um salto para a gigante brasileira.

Francisco Gomes Neto, presidente da companhia, afirma que vê uma oportunidade de “crescimento substancial” pela frente. Os investidores concordam, e as ações já subiram dez vezes desde 2021.

Domínio nos mercados de nicho e defesa

Além dos voos comerciais, a Embraer domina o segmento de jatos particulares. O modelo Phenom 300 é o mais vendido em sua categoria há 14 anos, consolidando a marca no mercado de luxo global.

No setor de defesa, o cargueiro militar KC-390 tem atraído o interesse de diversos países. O aumento global nos gastos com segurança impulsionou os pedidos para esta aeronave versátil e muito moderna.

A ousada ideia de enfrentar Boeing e Airbus

O sucesso atual permite que a empresa sonhe mais alto. Existe uma especulação crescente de que a Embraer possa desenvolver um jato maior para competir diretamente com o duopólio de Boeing e Airbus.

Atualmente, as companhias aéreas esperam até dez anos por aviões de grande porte das gigantes. O E2 da Embraer, embora menor, pode ser entregue em apenas dois anos, o que atrai novos compradores.

Ron Baur, da Azorra, destaca que a preferência por voos diretos entre cidades menores favorece a Embraer. O mercado para esse tipo de aeronave é estimado em 8,5 mil unidades em duas décadas.

Desafios bilionários e o futuro da aviação

Entrar na briga dos aviões de grande porte não é simples. Estima-se que seriam necessários US$ 10 bilhões para desenvolver um novo projeto, exigindo parcerias estratégicas com fornecedores e investidores.

Gomes Neto ressalta que a empresa certificou quase 20 novas aeronaves em 20 anos, um desempenho notável. “Estamos muito satisfeitos com a situação atual”, afirma o executivo sobre a gigante brasileira.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através do link: https://www.estadao.com.br/economia/the-economist-esquecam-airbus-e-boeing-a-embraer-esta-decolando/

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