Em Brasília, o relatório Focus reduziu a projeção da Selic para 2026 de 12,13% para 12%. A taxa para 2027 permanece em 10,50%. O Copom manteve a Selic em 15% e planeja cortar juros em março. A inflação IPCA de 2026 está em 3,91%, acima da meta de 3%. O dólar caiu para R$ 5,42 em 2026. O PIB de 2026 é projetado em 1,82%, com expectativa de 2,3% para 2027. O Banco Central e o Ministério da Fazenda estão envolvidos nas previsões econômicas, visando estabilidade e crescimento econômico.

BRASÍLIA – A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 caiu de 12,13% para 12,0%. Considerando só as 41 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 12,0%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 55ª semana seguida. Considerando só as 37 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também permaneceu em 10,50%.

A mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10% pela sexta semana seguida. Para 2029, a mediana se manteve em 9,50% pela 18ª semana consecutiva.

Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que deve começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.

“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.

Inflação

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 permaneceu em 3,91%. A taxa está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta, de 3%. Há um mês, era de 3,99%. Considerando apenas as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,88% para 3,91%.

A projeção para o IPCA de 2027 caiu de 3,80% para 3,79%, após 16 semanas de estabilidade. Considerando apenas as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,80% para 3,74%.

O IPCA fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%. O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.

Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Copom, o BC prevê que o IPCA vai encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, o terceiro trimestre de 2027.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

A mediana do Focus para o IPCA de 2028 permaneceu em 3,50% pela 17ª semana consecutiva. A projeção para 2029 se manteve em 3,50% pela 26ª leitura seguida.

Dólar

A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu pela segunda semana seguida, de R$ 5,45 para R$ 5,42. Há um mês, era de R$ 5,50. A projeção para a moeda no fim de 2027 se manteve em R$ 5,50 pela quarta semana consecutiva.

A estimativa intermediária do relatório para a moeda americana no fim de 2028 permaneceu em R$ 5,50. Um mês atrás, era de R$ 5,52. Para o fim de 2029, oscilou de R$ 5,52 para R$ 5,50. Quatro semanas antes, era de R$ 5,57.

O dólar fechou 2025 cotado a R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

PIB

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,82%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando apenas as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa oscilou de 1,82% para 1,85%.

O Banco Central e o Ministério da Fazenda esperam crescimento de 2,3% para a economia brasileira este ano, segundo os números mais recentes divulgados pelas instituições.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela nona semana consecutiva. As projeções para 2028 e 2029 continuaram em 2%, pela 103ª e 50ª semanas consecutivas, respectivamente.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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