Estados Unidos e Israel desencadearam um ataque generalizado ao Irã, com o objetivo explícito de derrubar o regime teocrático dos aiatolás. No início da manhã de domingo, a TV oficial do regime informou que o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, assim como vários oficiais importantes das Forças Armadas do país, foi morto no ataque.

O Irã retaliou utilizando uma onda de drones e mísseis balísticos contra vários países do Oriente Médio (Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, entre outros) considerados pelo Irã como apoiadores dos Estados Unidos e Israel.

Com o assassinato do líder, o regime dos aiatolás ficou acéfalo, o que, se persistir, deverá gerar perda de controle da Guarda Revolucionária Islâmica, aumento da violência e a extensão da guerra para toda a região.

Um triunvirato provisório, composto pelo presidente do país, pelo chefe do Judiciário e por um membro do Conselho dos Guardiões, foi formado para escolher um novo líder.

O efeito para a economia mundial está relacionado ao preço do petróleo. Além do risco de a guerra se estender por toda a região e desorganizar a produção e transporte do petróleo, o Irã produz 4% do petróleo mundial e controla o Estreito de Ormuz, por onde passa de 20% a 30% do petróleo mundial.

Caso a guerra se prolongue e o Estreito de Ormuz permaneça fechado por um longo período de tempo, ou se a infraestrutura para a produção do petróleo for comprometida, os preços do petróleo podem atingir níveis acima de US$ 100 o barril, com forte efeito inflacionário global.

Como o Brasil é um grande produtor e exportador de petróleo, os efeitos sobre a balança comercial e sobre as receitas tributárias deverão ser positivos.

Porém, o aumento do preço do petróleo terá efeito negativo para o comportamento da taxa de inflação. As primeiras reações dos investidores em busca de segurança fez com que os fluxos de recursos financeiros voltassem a se direcionar para os Estados Unidos, gerando forte volatilidade e desvalorização do real frente ao dólar.

Um prolongamento da guerra pode inverter a tendência de valorização do real frente ao dólar de forma mais consistente, revertendo a tendência de queda da taxa de inflação nos próximos meses, o que poderia reduzir a velocidade da redução da taxa de juros e aumentar o nível da Selic no final do atual ciclo de queda da taxa de juros no Brasil.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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