O crescimento do endividamento público no Brasil tornou-se um dos temas mais quentes da economia. Especialistas buscam entender se o problema está nos gastos do governo ou em fatores externos.
O Ministério da Fazenda decidiu se posicionar de forma contundente sobre o assunto. O objetivo é acalmar os investidores e explicar a estratégia adotada para equilibrar as contas nos próximos anos.
Em entrevista recente, o ministro em exercício Dario Durigan detalhou as causas desse aumento e comentou sobre a política de valorização do salário mínimo, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto da taxa de juros na dívida pública nacional
Durante uma conversa com a imprensa, Durigan foi categórico ao afirmar que o resultado fiscal não é o vilão do endividamento desde 2024. Para ele, a grande responsável por esse cenário é a taxa de juros.
O ministro ressaltou que as agências de rating melhoraram a nota do país. “Eu não digo isso só do meu lado; veja que as três maiores agências de rating no mundo, melhoraram a nota do Brasil”, afirmou Durigan.
Segundo o representante da Fazenda, o compromisso da atual gestão é com a trajetória de melhora fiscal. Ele acredita que o foco deve ser a redução dos juros para estabilizar a situação financeira do país.
Discussão sobre o salário mínimo e gastos públicos
Questionado sobre possíveis mudanças na regra de ganho real do salário mínimo, o ministro negou que o tema esteja na mesa agora. Segundo ele, não há discussões sobre novos instrumentos no momento atual.
“Nós não estamos discutindo esse tema agora em termos de instrumento”, disse o ministro. Ele explicou que uma série de cenários deve ser discutida diretamente com o presidente após o período das eleições.
Fim dos rumores sobre controle de capitais
Outro ponto que gerou tensão no mercado financeiro foi a possibilidade de controle de capitais. O ministro garantiu que essa hipótese está totalmente descartada e não faz parte dos planos do governo.
A fala rebate declarações de Sergio Gabrielli, que defendeu a restrição. Durigan foi claro ao dizer: “não há hipótese de fazer controle de capital. Nós não estamos discutindo isso. Esse não é um tema do governo”.
A trajetória das contas e o cenário para o futuro
O governo herdou um déficit de quase 2% do PIB, mas Durigan afirma que essa realidade mudou drasticamente. A meta é fechar o ano com resultados equilibrados, combatendo incentivos fiscais ineficientes.
Apesar do otimismo, o mercado monitora despesas fora do cálculo primário. Na prática, estima-se que o Executivo possa fechar o período com um déficit real em torno de 52 bilhões de reais nas contas públicas.
Para o ministro, a responsabilidade fiscal é a precondição para o desenvolvimento. Ele reforça que o trabalho seguirá focado em recompor receitas e garantir uma situação fiscal de longo prazo mais estável.
A fonte original é a [Estadão] e você pode conferir a matéria completa neste link: https://www.estadao.com.br/economia/durigan-culpa-juros-por-aumento-da-divida-e-diz-que-governo-nao-discute-desvincular-salario-minimo/







