O Brasil ocupa uma posição estratégica na disputa global por recursos naturais essenciais para o desenvolvimento de tecnologias e energia limpa em todo o mundo.
A urgência de um novo marco legal promete mudar as regras do jogo e garantir que a riqueza mineral permaneça sob tutela nacional, gerando empregos e renda interna.
Entenda como o governo federal pretende fiscalizar mineradoras e impulsionar a indústria de transformação no país, conforme divulgado pelo Estadão.
A importância do marco legal para os minerais críticos e estratégicos
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, classificou como urgente a aprovação do marco legal para minerais críticos e estratégicos, que tramita atualmente no Congresso Nacional.
O projeto de lei visa garantir ao Poder Executivo o controle sobre mudanças acionárias em empresas que atuam nesse setor, evitando que o governo seja surpreendido por transações externas.
Segundo o ministro, a proposta é fundamental para a soberania brasileira, estabelecendo diretrizes claras no novo Plano Nacional de Minerais Críticos Estratégicos para o desenvolvimento do país.
Soberania e controle acionário das mineradoras
Durante reunião com o presidente Lula, o ministro citou um caso recente em Goiás, onde uma mudança de controle acionário só foi descoberta pelo governo por meio de notícias da imprensa nacional.
Com a nova lei, o governo terá poder para avaliar se mudanças societárias atendem ao interesse nacional, garantindo que a exploração de minerais críticos siga a estratégia de segurança do país.
“No projeto nós vamos poder controlar a mudança acionária das empresas que, porventura, queiram investir no Brasil. Para ver se elas são de interesse nacional ou não”, reforçou Alexandre Silveira.
Beneficiamento industrial em solo brasileiro
Um dos pontos centrais da proposta é a criação de um conselho especial que poderá forçar o beneficiamento, a transformação e a industrialização desses minérios dentro do território nacional.
O objetivo é evitar que o Brasil seja apenas um exportador de matéria-prima bruta, agregando valor aos minerais críticos e fortalecendo a cadeia produtiva da indústria de base tecnológica.
“É uma grande riqueza nacional que nós precisamos preservar sob a tutela da União em favor de brasileiros e brasileiras”, afirmou o ministro ao defender a industrialização desses recursos.
Segurança econômica e disputa geopolítica
O projeto também prevê que a Agência Nacional de Mineração (ANM) homologue contratos e parcerias internacionais que possam afetar a segurança econômica ou a estabilidade geopolítica do Brasil.
Essa medida é vista como essencial em um cenário de rivalidade entre grandes potências, como Estados Unidos e China, que disputam o acesso a terras raras e outros insumos minerais fundamentais.
A reunião que debateu o tema contou com a presença de diversos ministros, representantes da Vale e do BNDES, reforçando o peso institucional que o tema possui para o futuro da economia nacional.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo no link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







