O envolvimento financeiro entre a Ambipar e o Banco Master revelou detalhes surpreendentes sobre o destino de centenas de milhões de reais, gerando um alerta vermelho para os investidores do mercado.

A empresa de gestão ambiental, que atualmente atravessa um processo de recuperação judicial, viu sua liquidez ser questionada após a falência da instituição bancária onde mantinha aplicações.

Documentos recentes mostram movimentações complexas para tentar salvar o patrimônio da companhia antes que o Banco Central interviesse no sistema, conforme divulgado pelo Estadão.

A relação bilionária entre Ambipar e o Banco Master

A Ambipar possuía cerca de R$ 700 milhões em CDBs do Banco Master até dois meses antes da sua liquidação, ocorrida em novembro. A empresa informou que carregava cotas de fundos até setembro de 2025.

Naquele mesmo mês, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília, o BRB. Diante do impasse, a Ambipar optou por não comentar os detalhes dessas operações financeiras.

A substituição de CDBs por pré-precatórios

Os investimentos em CDBs foram trocados por pré-precatórios federais, que somavam R$ 1,2 bilhão em valor de face. Esses papéis são créditos judiciais que ainda aguardam a formalização burocrática final.

Fontes próximas afirmam que a quebra do Master agravou os problemas da Ambipar. Os pré-precatórios surgiram como a única saída viável para tentar preservar o patrimônio da companhia em recuperação judicial.

O mistério do caixa e a busca dos credores

Quando a Ambipar pediu proteção judicial, o mercado questionou o paradeiro de seu caixa. Enquanto a empresa declarava R$ 4,7 bilhões, credores bancários encontraram apenas cerca de R$ 400 milhões disponíveis.

Essa diferença brutal gerou desconfiança entre analistas financeiros. Grande parte dos recursos estava alocada em estruturas complexas, como fundos de investimento em direitos creditórios, sem clareza total.

Investimentos em liquidação e política

Além do rombo principal, a Ambipar admitiu ter R$ 247 milhões presos em outra instituição em liquidação. O documento também cita uma fatia de 23% na Emae, vendida durante o segundo trimestre de 2026.

O caso também ganha contornos políticos com as conexões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O cenário atual exige transparência sobre como essas relações influenciaram as decisões de aporte da companhia.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir a matéria completa através deste link: Estadão.

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