O setor produtivo brasileiro acaba de dar um passo decisivo para garantir mais segurança jurídica e financeira no campo. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que promete transformar o acesso ao crédito.

A proposta moderniza os marcos legais do seguro rural, transformando a subvenção econômica em uma despesa obrigatória do governo. Essa medida visa proteger produtores contra juros altos e incertezas.

O texto segue agora para o Senado com a expectativa de sanção antes do próximo Plano Safra, buscando aliviar a pressão financeira enfrentada pelo agronegócio, conforme divulgado pelo Estadão.

Deputados tornam o seguro rural despesa obrigatória para fortalecer o agronegócio e o crédito

A aprovação do projeto de lei 2.951/2024 define que os recursos para o seguro rural agora são obrigatórios. Eles estarão sob supervisão do Ministério da Fazenda, mas mantidos na dotação da Agricultura.

O que muda com o novo marco legal

O projeto estabelece que as despesas com a subvenção econômica terão caráter obrigatório. Isso significa que o montante previsto na Lei Orçamentária Anual precisa ser cumprido para apoiar o produtor.

Outro ponto importante é o remanejamento de verbas do Proagro para o seguro. Esses recursos poderão ser destinados diretamente ao programa, garantindo uma aplicação muito mais eficiente do dinheiro público.

Integração entre crédito e proteção

O novo texto determina que o contrato de seguro rural integrará o conjunto de garantias das operações de crédito rural. Isso facilita a vida de quem precisa de financiamento para plantar ou colher.

Produtores que utilizarem o seguro poderão ter condições favorecidas, como juros menores e prazos ampliados. O objetivo é criar um incentivo direto para que o campo esteja cada vez mais protegido de riscos.

Fortalecimento do fundo de riscos

O projeto amplia o escopo do fundo destinado à cobertura suplementar dos riscos. A União poderá participar como cotista usando títulos públicos, imóveis e até ações de sociedades de economia mista federais.

Seguradoras e cooperativas também poderão ser cotistas desse fundo. A ideia é criar uma rede robusta que suporte grandes perdas, garantindo que o pagamento de indenizações ocorra dentro dos prazos legais.

Parcerias e transparência de dados

O governo federal agora poderá criar parcerias com estados e municípios para complementar o valor do prêmio. Além disso, será criado um banco de dados público para monitorar todas as operações do setor.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode ler a matéria completa através deste link.

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