A JDE Peet’s, companhia detentora de marcas consagradas como Pilão e L’OR, anunciou um plano estratégico robusto para impulsionar a agricultura regenerativa no Brasil. O projeto visa integrar tecnologias de ponta à conservação dos recursos naturais, garantindo a biodiversidade nas lavouras.
Segundo Bruno Ribeiro, gerente de sustentabilidade da multinacional, o cronograma prevê o aporte de R$ 20 milhões em 11 projetos distintos até 2029. A iniciativa ocorre após a conclusão da compra da holandesa JDE pela Keurig Dr Pepper, conforme divulgado pelo Estadão.
O objetivo é consolidar práticas sustentáveis em parceria com cooperativas e tradings, visando a perenidade da produção. A estratégia reforça o compromisso da empresa com a eficiência técnica como pilar central de seu desenvolvimento global, o programa Common Grounds.
Transformação sustentável no cultivo de café
O interesse pela produção focada em regeneração não é recente. Desde 2024, a JDE, que detém 8% do mercado global de café verde, mantém uma parceria estratégica com a Syngenta. O projeto já abrange 30 fazendas localizadas em polos produtivos importantes.
A iniciativa passa pela Mogiana paulista, o Cerrado e o Sul de Minas. Os resultados preliminares demonstram a eficácia da abordagem, com relatos de produtores que conseguiram elevar sua produtividade em 50% no período de apenas um ano.
Aposta na rentabilidade técnica
Diferente de modelos que oferecem bônus financeiros diretos, que podem ser voláteis, a JDE Peet’s prioriza a eficiência técnica. O foco é reduzir os riscos para o agricultor e garantir que a remuneração venha do aumento real da produtividade das terras.
Para Bruno Ribeiro, a valorização do café por meio de ganhos produtivos cria uma base mais sólida. A estratégia busca desvincular a motivação do produtor das variações do mercado, focando em ferramentas que assegurem a longevidade da atividade cafeeira.
Tecnologia e inovação no campo
O setor agroindustrial brasileiro também registra avanços com a digitalização de dados, como a plataforma Climate FieldView, da Bayer. Com mais de 31 milhões de hectares mapeados, a ferramenta auxilia na tomada de decisão, uso de sementes e manejo de insumos.
Além disso, empresas como a Agrotools estruturam plataformas para mensurar o valor financeiro de áreas preservadas. A iniciativa visa conectar produtores a investidores interessados em serviços ambientais, estimando um mercado potencial de R$ 15 bilhões.
Mudança estratégica no crédito
No segmento financeiro, a Agrolend também redesenhou sua rota operacional em 2024. A empresa passou a priorizar grandes indústrias de insumos, elevando seu tíquete médio para R$ 4 milhões por operação e alcançando lucros expressivos no último trimestre.
Com essa reestruturação, a financeira projeta atingir uma carteira de crédito de R$ 2 bilhões até o final do ano. Essas movimentações demonstram como o setor agro busca maior escala e tecnologia para enfrentar os desafios de produtividade e sustentabilidade.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







