O cenário aeroportuário brasileiro testemunhou um movimento estratégico de grande impacto. A empresa espanhola Aena, já consolidada no país, arrematou a concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, o principal terminal aéreo do Rio de Janeiro. Este passo solidifica ainda mais sua presença nacional.

A vitória da Aena, em leilão disputado na B3 em São Paulo, representa mais que a gestão do Galeão. Ela se soma a um portfólio robusto, que inclui o Aeroporto de Congonhas e outros 16 terminais. Com isso, a Aena assume um papel central na infraestrutura aérea nacional.

Essa aquisição marca um ponto crucial para a aviação brasileira, prometendo mudanças significativas na operação e nos serviços oferecidos. Entender a trajetória e o perfil dessa gigante espanhola é fundamental para compreender o futuro de nossos aeroportos, conforme divulgado pelo Estadão.

A Expansão da Aena no Brasil: De Congonhas ao Galeão, uma Concessão Bilionária

A Aena, que chegou ao Brasil em 2020, já demonstrava seu potencial ao administrar 17 aeroportos, responsáveis por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional. Com a adição do Galeão, este número sobe para 18, fortalecendo sua posição como líder no setor aeroportuário brasileiro.

A Chegada e Consolidação da Aena no Cenário Brasileiro

A Aena chegou ao Brasil em 2020 e rapidamente consolidou sua presença. Antes do Galeão, a companhia já operava 17 aeroportos, responsáveis por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional. Com a nova aquisição, esse número sobe para 18 terminais estratégicos em todo o país.

Entre os aeroportos sob sua gestão antes do Galeão, destacam-se Congonhas, em São Paulo, e importantes terminais no Nordeste, como Recife, Maceió e Aracaju. No Centro-Oeste e Norte, a Aena também opera em cidades como Campo Grande, Santarém e Uberlândia, ampliando sua capilaridade.

A Gigante Global por Trás da Gestão do Galeão

A Aena, uma empresa espanhola fundada em 1990, iniciou como pública, com o nome ‘Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea’. Embora parte de seu capital seja hoje privado e negociado em bolsa, 51% ainda pertence à Enaire, empresa pública de navegação aérea da Espanha.

Reconhecida como a maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros, a Aena transportou 309 milhões de pessoas em 2024, segundo dados consolidados. Sua subsidiária internacional foi criada em 1998, mas a gestão de terminais e navegação aérea foram separadas em 2011.

Globalmente, a Aena gerencia 46 terminais na Espanha, incluindo Madri e Barcelona. Possui participação acionária no Aeroporto de Luton, em Londres, e forte presença nas Américas. Opera na Jamaica e no México, gerenciando aeródromos importantes como o de Guadalajara.

O Leilão do Galeão: Uma Concessão Bilionária e Disputada

O leilão do Galeão foi marcado por uma disputa acirrada em viva-voz na B3. A Aena inicialmente empatou com a Zurich Airport, oferecendo R$ 1,5 bilhão. No entanto, para garantir a concessão, a empresa espanhola precisou ir além, praticamente dobrando o valor da proposta inicial.

A oferta final da Aena foi de impressionantes R$ 2,9 bilhões, representando um ágio de 210,88% sobre o lance mínimo. Com isso, a gigante espanhola superou as propostas da RioGaleão, a atual concessionária, e também da Zurich, garantindo a administração do maior aeroporto do Rio.

Perspectivas Futuras para o Aeroporto do Galeão

A experiência e o histórico de sucesso da Aena em outras concessões, tanto no Brasil quanto no exterior, geram grandes expectativas para o futuro do Galeão. A chegada da nova operadora pode significar investimentos em infraestrutura, modernização de serviços e aumento da conectividade.

Para Maurici Lucena, presidente e CEO da Aena, a aquisição do Galeão é um ‘exemplo claro da capacidade da Aena de gerar sinergias que agregam valor’. Ele ressaltou que a rede agora com 18 aeroportos ‘contribui para o desenvolvimento do transporte aéreo no País’.

Este artigo foi elaborado com base em informações divulgadas pelo Estadão. Para ler a matéria original completa, acesse: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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