A nova era da inteligência artificial nos negócios

O futurista Ian Beacraft defende que empresas que utilizam a inteligência artificial apenas para repetir processos antigos estão no caminho errado. Para ele, o foco deve ser uma reestruturação completa da forma como o trabalho é executado hoje.

Beacraft, que é CEO da consultoria Signal and Cipher, apresentou essa visão durante o São Paulo Innovation Week. O evento trouxe debates profundos sobre como a tecnologia pode mudar drasticamente a velocidade e a eficiência das corporações modernas.

Conforme divulgado pelo Estadão, o especialista alerta que a transformação real exige investir tempo para remodelar a cultura interna. Apenas integrar ferramentas digitais não garante uma mudança fundamental na produtividade dos negócios.

O fim das divisões tradicionais

O especialista questiona a necessidade de departamentos isolados nas companhias. Historicamente, essas divisões surgiram devido às limitações da capacidade humana, mas a IA derruba essas barreiras operacionais.

Com a tecnologia, as empresas conseguem uma expansão de competências. Agora, profissionais de áreas diferentes podem colaborar com uma qualidade superior, impulsionando o progresso da organização de forma integrada e ágil.

Humanos como arquitetos de sistemas

A tese central é que a IA assumirá quase toda a parte de execução, entre 95% e 99% das tarefas atuais. Por isso, o papel do funcionário deve migrar para funções de design, julgamento ético e arquitetura de fluxos de trabalho.

Em vez de apenas operar máquinas, os humanos atuarão como a bússola das organizações. O objetivo é criar uma estrutura onde a inteligência artificial executa o trabalho repetitivo enquanto o humano foca no direcionamento estratégico.

O risco de substituir pessoas sem estratégia

Beacraft critica a substituição indiscriminada de trabalhadores por bots. Ele cita o caso de uma instituição financeira que perdeu qualidade no atendimento ao cliente ao demitir 700 pessoas, provando que o capital humano é insubstituível em situações complexas.

O sucesso corporativo, segundo o futurista, depende de integrar a eficiência da tecnologia com a criatividade humana. A automação deve servir para eliminar processos obsoletos, permitindo que talentos humanos cresçam em suas funções.

O evento de inovação em São Paulo

O São Paulo Innovation Week reuniu especialistas globais para discutir o impacto da tecnologia em setores como saúde, agronegócio e finanças. O evento foi realizado em parceria com o Estadão e terminou no dia 15.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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