A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar se recursos vinculados a Daniel Vorcaro, do Banco Master, foram desviados para financiar gastos pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado reside no país desde fevereiro de 2025.
As autoridades suspeitam que a empresa Entre Investimentos e Participações tenha transferido valores para um fundo no Texas, controlado por aliados de Eduardo. O fundo em questão também esteve envolvido no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, conforme divulgado pela Folhapress.
A apuração tenta entender se o montante serviu apenas para a produção cinematográfica ou se parte foi destinada à manutenção de Eduardo no exterior. O ex-deputado nega as irregularidades e classifica as suspeitas como uma tentativa de assassinato de sua reputação.
Entenda as suspeitas da Polícia Federal sobre o financiamento
A Polícia Federal busca esclarecer a origem e o destino de milhões de reais transferidos pelo empresário Daniel Vorcaro. A suspeita é que a estrutura jurídica utilizada para o filme Dark Horse tenha servido de fachada para o custeio da vida de Eduardo Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado verbas a Vorcaro para o projeto, mas negou qualquer favorecimento pessoal. Segundo ele, o dinheiro enviado ao fundo sediado no Texas foi utilizado estritamente para a produção da obra cinematográfica.
Defesa de Eduardo Bolsonaro rebate acusações
Em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que a história é tosca e sem fundamentos. Ele declarou que seu status migratório nos EUA seria incompatível com o recebimento de recursos ilegais, ressaltando que explicou a origem de seus bens às autoridades americanas.
O ex-deputado, que é réu no Supremo Tribunal Federal por suposta coação, também reforçou que não é dono do filme. Segundo ele, o projeto conta com diversos investidores e o escritório de advocacia de confiança cuida apenas da gestão burocrática e financeira.
O papel de Mario Frias e da produtora do filme
O ex-deputado Mario Frias, que atua como produtor executivo, inicialmente negou repasses de Vorcaro. Entretanto, o ex-parlamentar recuou e confirmou a existência de aportes feitos pela empresa Entre, mantendo a tese de que o banco não é investidor direto.
A gestão dos recursos, segundo os envolvidos, passou pelo Havengate Development Fund. A Polícia Federal segue analisando se houve alguma irregularidade nos contratos, visto que o valor total previsto para a produção do longa-metragem ultrapassaria os R$ 130 milhões.
Flávio Bolsonaro e as tentativas de desvinculação
Flávio Bolsonaro tem se esforçado para se distanciar das polêmicas envolvendo o Banco Master. O senador afirmou que conheceu Vorcaro apenas após o fim do governo de seu pai e garantiu que não ofereceu vantagens políticas ou encontros em troca do patrocínio.
O caso ganha repercussão em um momento em que a família Bolsonaro enfrenta diversos processos no Judiciário. A investigação da Polícia Federal prossegue para definir se houve crime de peculato ou lavagem de dinheiro, mantendo o foco nas transações financeiras internacionais.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, e você pode conferir o conteúdo na íntegra através do link: Notícias ao Minuto Brasil – Política.








