O governo federal oficializou nesta segunda-feira, 4, o lançamento do Novo Desenrola Brasil. A iniciativa busca reduzir o endividamento das famílias brasileiras por meio de quatro eixos principais, focando em diferentes públicos que enfrentam restrições no orçamento doméstico.

O projeto abrange desde famílias com renda de até cinco salários mínimos até estudantes com pendências no Fies e pequenos produtores rurais. A expectativa oficial é que o programa impacte positivamente dezenas de milhões de cidadãos, conforme divulgado pelo Estadão.

A proposta central é oferecer caminhos para a substituição de dívidas caras por opções com juros mais acessíveis e prazos estendidos. O programa utiliza mecanismos como o Fundo Garantidor de Operações (FGO) para viabilizar as renegociações em larga escala.

Entenda como funciona o novo programa de renegociação

O foco do Desenrola Famílias é permitir que brasileiros que ganham até R$ 8.105 mensais limpem o nome. O governo prevê um desconto médio de 65% sobre o valor das dívidas, incentivando a regularização de débitos contraídos até 31 de janeiro de 2026.

Facilidades para famílias e estudantes

Para quem busca quitar dívidas de cartão de crédito ou cheque especial, o novo modelo permite parcelamentos em até 48 meses com taxa de juro máxima de 1,99% ao mês. O teto da dívida renegociada é de R$ 15 mil por CPF e instituição financeira.

Já o Desenrola Fies oferece condições diferenciadas para o público acadêmico. Estudantes inscritos no CadÚnico com dívidas atrasadas há mais de um ano podem alcançar até 99% de desconto no valor total, incluindo principal, multas e juros, facilitando a liquidação do saldo.

Regras para empresas e o novo consignado

O programa também traz fôlego para micro e pequenas empresas. Medidas como a extensão de carência para até 24 meses e prazos totais de até 96 meses visam diluir o peso das parcelas, permitindo que o empreendedor organize o caixa com mais tranquilidade.

Em relação ao consignado do INSS e de servidores públicos, houve mudanças estruturais. O objetivo é evitar o superendividamento ao reduzir gradualmente a margem consignável para 30% ao longo dos próximos anos, além de extinguir margens exclusivas para cartões.

Uso do FGTS e restrições

Os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS ou o valor mínimo de R$ 1 mil para abater dívidas já renegociadas. Vale ressaltar que quem aderir ao programa ficará proibido de realizar apostas em bets pelo período de um ano, visando o controle financeiro.

É importante que os interessados procurem diretamente os canais de atendimento oficiais das instituições financeiras para verificar a disponibilidade. A fonte original desta matéria é o Estadão e você pode conferir o conteúdo na íntegra em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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