O Brasil está sendo apontado como exemplo negativo pela prestigiada revista The Economist. A publicação alerta países ricos para evitar a “Brasilização” de seus sistemas tributários, destacando o caos que onera empresas e consumidores.

No programa Não vou passar raiva sozinha, a colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, analisou o tema. Ela explica como empresas gastam milhares de horas só para cumprir obrigações tributárias complexas, virando vitrine negativa do País.

Com a reforma tributária entrando em fase de testes em 2026, o debate ganha urgência. O sistema atual gera disputas bilionárias e custos embutidos nos preços, afetando todos os brasileiros, conforme divulgado pelo Estadão.

Alerta da The Economist sobre o caos tributário brasileiro

A The Economist descreve o sistema tributário do Brasil como um alerta para o mundo rico. Empresas gastam tempo excessivo para entender e pagar impostos, além de enfrentar contencioso eterno.

“Tem empresa no Brasil que gasta milhares de horas por ano só para conseguir cumprir obrigações tributárias. E as maiores gastam uma coisa indecente nisso”, disse a Duquesa de Tax no programa.

Esse custo de compliance não é só pagar o imposto, mas descobrir como pagá-lo. Isso exige contratações extras só para sobreviver à complexidade, conforme análise da colunista.

Contencioso tributário: R$ 6 trilhões em disputas

Estudo do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper revela que o estoque de disputas tributárias beirava R$ 6 trilhões em 2019, equivalente a 75% do PIB. Processos levam em média 16 anos para acabar.

O grosso do litígio está em tributos sobre consumo, com R$ 2 trilhões, e renda, R$ 1,7 trilhão. Exceções e dúvidas sobre créditos alimentam brigas judiciais intermináveis.

Empresas cumprem regras complexas, mas ainda são autuadas por interpretações diferentes. Isso vira defesa, recursos e ações que duram décadas.

Quem paga a conta: o consumidor final

Os custos não param nas empresas. Eles entram no preço dos produtos, junto com matéria-prima e logística. O consumidor arca com a instabilidade tributária.

Impostos sobre consumo são repassados na cadeia. Se cobrados indevidamente anos depois, não há devolução real ao comprador final. Ele paga duas vezes.

Por isso, o contencioso é custo escondido no dia a dia. Explica por que tudo parece mais caro e correções do Estado não voltam ao bolso do povo.

Reforma em 2026: testes e desafios

Em 2026, inicia fase de testes da reforma tributária, com CBS e IBS substituindo PIS, Cofins, ICMS e ISS. Empresas precisam adaptar sistemas para evitar paralisia.

Especialistas alertam para riscos como mercadorias paradas e perda de créditos. Sem preparo, há autuações e impacto no fluxo de caixa, segundo o G1.

A Receita Federal recomenda ação imediata. Quem esperar pode enfrentar rejeição de notas e travamento de operações em 2027.

Fonte original é o Estadão.

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