O BRB anunciou corte de 60% no orçamento para patrocínios em 2026, após o rombo bilionário com o Banco Master. A medida faz parte de uma reorganização financeira urgente.

O banco, controlado pelo governo do Distrito Federal, revela tensões com investigações da PF e CVM. Torcedores do Flamengo ficam atentos às negociações em curso.

Essa decisão impacta parcerias esportivas famosas e sinaliza mudanças no marketing do banco. Entenda os detalhes a seguir, conforme divulgado pelo Estadão.

Crise no BRB: cortes drásticos e renúncias no conselho

Dois membros do conselho fiscal do BRB, ligados ao governador Ibaneis Rocha e ao fundo da Reag Investimentos, renunciaram nesta sexta, 13. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa deixaram os cargos com efeito imediato.

Eles negam vínculo com o fundo Borneo, da Reag, investigado por fraudes. A indicação constava em ata de março de 2025, mas o banco reafirma compromisso com ética e transparência.

O rombo vem de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes do Banco Master, comprados entre janeiro e junho de 2025. A PF apura fraudes na Operação Compliance Zero.

Patrocínios encolhem: de R$ 125 milhões para R$ 53 milhões

O orçamento para patrocínios cai de R$ 125,8 milhões em 2025 para cerca de R$ 53,5 milhões em 2026, uma redução de mais de 60%. Publicidade também encolhe, de R$ 46 milhões para R$ 1 milhão.

Os cortes seguem critérios de economicidade e governança, priorizando o Distrito Federal. Contratos vigentes, como o do Flamengo, estão sob reavaliação criteriosa.

Em 2025, o BRB gastou alto em parcerias esportivas. Agora, foca em reforçar capital após o escândalo Master, que levou à liquidação do banco rival.

Flamengo no radar: estudo para criar empresa à parte

O BRB estuda lançar uma empresa separada com o Flamengo para manter a parceria. Apesar do corte, negocia renovação do patrocínio master no peito da camisa rubro-negra.

A diretoria revisa todos os contratos pós-rombo Master. Daniel Vorcaro, dono do Master, ficou preso, e ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado.

A CVM investiga Ibaneis e sua chefe de gabinete, Juliana Monici, em processo sigiloso. O conselho fiscal não questionou os negócios na época.

A fonte original é o Estadão.

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