A multinacional francesa De Sangosse, especializada em bioinsumos, está acelerando sua presença no Brasil. Após 20 anos no país, a empresa planeja transformar sua filial em um hub produtivo regional. O Brasil já representa 98% dos negócios do grupo na América Latina.

Marco Lopes, diretor da De Sangosse Brasil, revela planos ambiciosos de expansão no parque fabril de Ibiporã, no Paraná. A meta é produzir localmente itens antes importados da França, reduzindo custos e ganhando agilidade. A expectativa é faturar 49,5 milhões de euros, cerca de R$ 305 milhões, superando o ciclo 2024/25.

Esses movimentos sinalizam um futuro promissor para o agro brasileiro, com exportações para a América do Norte no horizonte. Conforme divulgado pelo Estadão.

Expansão fabril e foco em competitividade

A De Sangosse amplia sua unidade em Ibiporã para fabricar bioinsumos localmente. Isso trará custos mais baixos e resposta rápida ao mercado. “Futuramente, queremos exportar para a América do Norte a partir daqui”, afirma Marco Lopes.

Com sede em uma área de 114 mil m², o parque fabril tem capacidade para 40 mil toneladas anuais. A empresa, presente no Brasil desde 2006, investe em pesquisa para mais produtividade sustentável.

Investimento de 20 milhões de euros em biotecnologias

O plano inclui R$ 123 milhões em biotecnologias como microalgas e hormônios. O alvo são lavouras de soja e milho, culturas essenciais no Brasil.

“O mercado está desafiador e o produtor, cauteloso, por isso o foco é oferecer tecnologias com produtividade superior”, explica Lopes. Lançamentos como o Rifle, bivalente contra nematoides e fungos, reforçam o portfólio.

Outras novidades no agro brasileiro

No setor pecuário, a Seleon projeta crescimento de 20% na produção de sêmen, com destaque para Angus (aumento de 105%). A Vida Veg espera R$ 130 milhões em 2026 após adquirir a Plant Choice.

Mais de 300 empresários acompanham missão à Índia e Coreia do Sul, buscando exportar feijão, frango e carne bovina. Entidades do agro alertam para impactos de até 25% nos custos com redução de jornada.

A fonte original é o Estadão.

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