O candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, detalhou propostas que prometem mudar o rumo da economia nacional. O foco principal é reduzir drasticamente o tamanho e o custo da máquina pública.

Entre as principais medidas estão a venda imediata de grandes empresas estatais e mudanças profundas nas leis que regem as aposentadorias brasileiras. O plano visa atrair novos investimentos privados para o país.

A estratégia econômica já está sendo desenhada para ser aplicada logo no início de um eventual mandato, com foco total em eficiência e ajuste fiscal, conforme divulgado pelo Estadão.

Zema planeja privatização da Petrobras e Banco do Brasil

Venda de estatais e ajuste fiscal imediato

A equipe econômica de Zema pretende editar uma medida provisória para privatizar a Petrobras já no primeiro dia de governo. A ideia central é fatiar a petroleira e atrelar a venda a metas de construção de refinarias.

Carlos Alexandre da Costa, coordenador econômico, afirma que também estudam a venda do Banco do Brasil. Segundo ele, Petrobras e Banco do Brasil representam 60% do valor total das empresas estatais brasileiras.

“Nós temos uma convicção muito grande de que a privatização vai ter um impacto econômico muito forte”, diz Costa. Os recursos seriam usados para abater dívidas e tentar reduzir drasticamente a taxa de juros no país.

Mudanças na Previdência e idade mínima

O plano de governo de Zema inclui um mecanismo de reajuste automático da idade mínima para aposentadoria. Esse cálculo seria baseado na expectativa de vida e na sustentabilidade do sistema no longo prazo.

Para gerir o setor, seria criado um comitê tripartite com representantes de trabalhadores, empresas e governo. O foco é garantir que as futuras gerações tenham segurança financeira durante a velhice no Brasil.

Além disso, o candidato propõe uma revisão do crescimento das despesas obrigatórias. O objetivo é evitar que o gasto público suba sozinho, permitindo um ajuste fiscal de 2% do PIB logo no começo.

Reforma trabalhista e fim da estabilidade

Zema defende a criação de um marco trabalhista alternativo à CLT. A proposta permite a livre negociação entre patrões e empregados sobre jornadas, salários e até a divisão de períodos de férias anuais.

O plano também visa flexibilizar a estabilidade no setor público brasileiro. A ideia é criar novos modelos de contratação, como vínculos por tempo determinado para projetos específicos, sem a garantia de permanência.

O candidato ainda pretende reduzir a carga tributária e o Imposto de Renda das empresas. Para Zema, deixar mais recursos na atividade produtiva é o caminho para impulsionar a geração de empregos no país.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Trump ameaça aumentar tarifas sobre países que ‘fizeram joguinhos’ com decisão da Suprema Corte

Trump ameaça aumentar tarifas sobre países que ‘fizeram joguinhos’ com decisão da Suprema Corte

Como as tarifas de Trump afetam a sua vida? 1:53 Como as…
Construtoras apontam disparada nos custos de cimento, aço e resinas em meio à guerra

Aumento de 12% no preço do cimento e 100% nas resinas eleva custos da construção civil em SP durante guerra no Irã

Construção civil enfrenta alta de insumos como cimento, aço e resinas; obras podem ser postergadas e preços de imóveis subir
Votorantim começa o ano com quase R$ 20 bilhões no caixa. Onde o grupo vai investir esse dinheiro?

O Salto Estratégico da Votorantim: R$ 20 Bilhões Impulsionam Diversificação em Farmacêuticas, Imóveis e Novas Fronteiras de Mercado

Grupo Votorantim acelera transformação de portfólio, mirando setores de alto crescimento e mercados internacionais com caixa bilionário.
Crescimento acima do potencial, inflação alta e juros elevados: entenda os desequilíbrios do Brasil

Alerta na economia brasileira: por que juros e inflação preocupam tanto os especialistas?

Entenda os riscos do crescimento artificial e o impacto da dívida pública no seu bolso nos próximos anos.