O governo federal se prepara para uma mudança significativa no setor de combustíveis que deve impactar diretamente o bolso dos motoristas brasileiros nos próximos meses.
A medida prevê o aumento do teor de biocombustível misturado ao combustível fóssil, buscando fortalecer a economia interna e reduzir a dependência de produtos importados no país.
A decisão estratégica será formalizada em breve pelo conselho responsável, visando benefícios ambientais e econômicos imediatos, conforme divulgado pelo Estadão.
Alckmin anuncia aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%
Novo percentual e expectativa de redução nos preços
Durante um evento do setor ferroviário no Mato Grosso, o vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o Conselho Nacional de Política Energética aprovará o novo índice nacional.
A mistura de etanol anidro na gasolina saltará de 30% para 32%, marcando o segundo aumento em um curto período, já que em junho de 2025 o percentual havia subido de 27% para 30%.
Segundo Alckmin, “Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina”.
Menor dependência do petróleo e autossuficiência
O governo federal argumenta que elevar a participação do etanol é essencial para diminuir a exposição do mercado interno às variações do preço do barril de petróleo internacional.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou que essa elevação na mistura pode tornar o Brasil praticamente autossuficiente na produção de gasolina em solo nacional.
Além de baratear o custo final ao consumidor, a medida é vista como um passo fundamental para a transição energética e o cumprimento de metas ambientais globais do país.
Ferrovias no Plano Clima e eficiência logística
Além do setor de combustíveis, Alckmin destacou a intenção de incluir projetos de ferrovias no Plano Clima, permitindo acesso a linhas de financiamento para descarbonização rápida.
Para o vice-presidente, o modal ferroviário é o mais confiável sob a ótica ambiental, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente em comparação ao transporte rodoviário.
Essa sinalização atende a uma demanda antiga do setor de transportes, que busca modernizar a infraestrutura nacional através de investimentos voltados à sustentabilidade total.
Reforma tributária contra o manicômio tributário
O vice-presidente também aproveitou para criticar o sistema de impostos, chamando-o de “manicômio tributário” que acaba afastando investidores estrangeiros interessados no Brasil.
De acordo com Alckmin, a nova reforma tributária aprovada deve destravar a economia, com previsões de crescimento de 12% no PIB nacional nos próximos 15 anos de história.
A expectativa é que a simplificação tributária impulsione as exportações e atraia novos negócios, consolidando o país como um destino seguro para grandes capitais do mundo.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa acessando o link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







