A SpaceX, liderada pelo bilionário Elon Musk, abriu seu plano de negócios revelando projetos que parecem ter saído de um filme de ficção científica, mas com números financeiros que são extremamente reais.
O documento detalha uma estrutura complexa que envolve desde o transporte de cargas pesadas para fora da Terra até a criação de uma rede de inteligência artificial integrada a milhares de novos satélites.
Com o objetivo audacioso de tornar a vida humana multiplanetária, a companhia enfrenta desafios financeiros significativos enquanto expande suas operações globais, conforme divulgado pelo Estadão.
Os desafios financeiros e o prejuízo bilionário da SpaceX de Elon Musk
Apesar do crescimento tecnológico, a SpaceX registrou um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões em 2025. Embora a receita tenha atingido US$ 18,7 bilhões, os custos operacionais e o apetite por inovação elevaram as despesas.
Nesse período, o empresário investiu cerca de US$ 21,7 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, o dobro do ano anterior. Esse montante revela uma busca acelerada por novas tecnologias de transporte e processamento de dados.
Investimentos em foguetes reutilizáveis e IA
O foco atual da companhia está no aprimoramento do Starship, um veículo focado na reutilização total e maior capacidade de carga. O objetivo é reduzir drasticamente o custo do transporte espacial para atrair novos governos.
Na parte de inteligência artificial, que inclui o chatbot Grok e a rede social X, o prejuízo foi de US$ 6,5 bilhões. Musk tem focado em aumentar a velocidade de treinamento de agentes de IA e o armazenamento de dados em escala.
O sucesso lucrativo da Starlink no Brasil
Diferente do setor de foguetes, o braço de internet por satélite Starlink já apresenta lucros. Em 2025, o saldo positivo foi de R$ 4,4 bilhões, impulsionado por uma base global de mais de 10,3 milhões de clientes ativos.
O Brasil se consolidou como o segundo maior mercado da Starlink no mundo, com pouco mais de 1 milhão de usuários. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, demonstrando a forte adesão à internet via satélite em solo brasileiro.
Data centers na órbita da Terra e energia solar
A empresa planeja criar um parque de data centers na órbita da Terra, utilizando até 1 milhão de satélites. A infraestrutura seria alimentada por energia solar direta e refrigerada naturalmente pela temperatura do espaço sideral.
“O Sol contém aproximadamente 99,8% da energia do sistema solar e, como resultado, acreditamos que ele seja a única solução verdadeiramente escalável para as restrições energéticas terrestres na era da IA”, afirma o grupo de Musk.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







