O governo federal busca solucionar o cenário de endividamento das famílias brasileiras com a continuidade do programa de renegociação de dívidas. A iniciativa, que ganhou o nome de Novo Desenrola, pretende oferecer fôlego financeiro a milhões de pessoas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estratégia não estimula o não pagamento de compromissos. O foco é justamente permitir que os cidadãos regularizem sua situação financeira de forma definitiva, conforme divulgado pelo Estadão.

O governo reforça que o processo é passageiro e possui um prazo determinado para adesão. A ideia é que o país consiga superar os reflexos econômicos negativos que se acumularam nos últimos anos, trazendo mais saúde ao orçamento das famílias.

Entenda como funciona o plano do Governo Federal

O ministro destacou que o programa não deve se tornar uma cultura de perdoar dívidas. A mobilização de 90 dias serve como uma oportunidade única para renegociar débitos, pois o governo quer evitar que esse tipo de auxílio se repita no futuro.

Segundo a pasta, o setor financeiro identifica a inadimplência como o principal fator para o aumento do spread bancário. Ao combater esse problema, o governo espera reduzir os custos dos empréstimos e facilitar o acesso ao crédito com taxas menores.

Expansão para trabalhadores informais

Uma das prioridades para os próximos meses é criar uma linha específica do Novo Desenrola voltada aos informais. Esse público costuma ser o mais impactado por juros elevados, sendo uma preocupação central da atual equipe econômica.

O anúncio dessa nova modalidade está previsto para ocorrer entre o fim de maio e o início de junho. O objetivo é oferecer melhores condições para quem atua sem vínculo formal, oferecendo uma alternativa mais acessível para quitar pendências.

Segunda rodada de renegociação

Além da atenção especial aos informais, o governo avalia uma segunda rodada do programa focada em pessoas que estão adimplentes, mas que ainda sofrem com juros altos. A ideia é ajudar quem mantém as contas em dia a reorganizar suas finanças.

O Ministério da Fazenda defende que a gestão das contas públicas tem apresentado melhora gradual. O governo projeta o controle do déficit nos próximos anos, buscando alcançar superávits orçamentários entre 2026 e 2027 como meta fiscal.

Fatores que impactam os juros no Brasil

Sobre a taxa de juros elevada, Durigan pontuou que o cenário externo pesa bastante. O ministro ressaltou que conflitos globais, como guerras, desajustam a economia mundial, pressionando a inflação e dificultando o controle dos juros no país.

A fonte original deste conteúdo é o [Estadão](https://www.estadao.com.br/economia/durigan-desenrola-cultura-calote-programa-informais/).

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