Seis Estados brasileiros e o Distrito Federal iniciaram 2026 com o caixa no vermelho, sem recursos para pagar dívidas antigas e assumir compromissos novos. Essa situação preocupa, pois o último ano de mandato proíbe gastos sem cobertura financeira.

O alerta vem da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veta despesas sem pagamento integral no ano ou reserva para o seguinte. Governadores como Romeu Zema, em Minas Gerais, enfrentam o maior rombo.

Conforme divulgado pelo Estadão.

Minas Gerais lidera com rombo bilionário

Minas Gerais tem o pior cenário, com caixa negativo de R$ 11,3 bilhões. O governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, herdou contas quebradas e regularizou pagamentos a servidores.

O Estado aderiu ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) para reorganizar finanças. A Secretaria de Fazenda afirma que a gestão responsável reverterá o quadro de indisponibilidade líquida.

Minas é o terceiro com maior dívida junto à União, em negociação constante.

Rio Grande do Norte ultrapassa limite de gastos com pessoal

O Rio Grande do Norte, governado por Fátima Bezerra (PT), registra R$ 3 bilhões negativos. Pior: gastou 56,41% da receita corrente líquida com folha, acima do limite de 49% da LRF.

Isso pode bloquear repasses da União e aprovações de empréstimos. O governo potiguar não se manifestou sobre o caso.

Outros afetados incluem Tocantins, Acre, Rio Grande do Sul, Alagoas e Distrito Federal.

Distrito Federal e explicações dos Estados

No DF, a disponibilidade líquida é negativa em R$ 876,6 milhões, excluindo verbas carimbadas. Governador Ibaneis Rocha (MDB) avalia aporte no BRB após rombo do Banco Master.

Rio Grande do Sul vê o problema como histórico, mas em melhora. Alagoas culpa reestruturação de dívida com o Banco Mundial, efeito contábil passageiro sem impacto em serviços essenciais.

Caixa negativo força contenção de gastos, adiamento de pagamentos e cancelamento de serviços para evitar colapso.

Paraná brilha com superávit apesar de déficit primário

Em contraste, o Paraná encerrou 2025 com R$ 10,5 bilhões positivos, mais que São Paulo. Mas tem o maior déficit primário entre Estados.

Secretário Norberto Ortigara credita o caixa ao ajuste pós-2014, alta de arrecadação e gestão de dívidas. Planeja fundo soberano para desastres e atração de capitais.

“Não queremos arrecadar e estocar. Nossa responsabilidade é gestão eficiente para nunca mais voltar ao buraco de 2014”, disse ele.

A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.

You May Also Like
É difícil fugir das dívidas na Páscoa 25% mais cara

Por que os ovos de Páscoa estão 25% mais caros em 2024 e como economizar sem abrir mão do chocolate

Entenda o aumento de preços, alternativas saudáveis e dicas práticas para fugir das dívidas nesta Páscoa
Alto Escalão: Acabou o carnaval (acabou?) e é hora de conferir as mudanças do mundo corporativo

Alto Escalão: Acabou o carnaval (acabou?) e é hora de conferir as mudanças do mundo corporativo

Nem mesmo o recesso nos dias de folia foi capaz de arrefecer…
Bairros planejados se multiplicam pelo País com projetos que duram décadas e faturam bilhões

Bairros planejados se multiplicam pelo País com projetos que duram décadas e faturam bilhões

Em meio aos desafios causados pelo crescimento desordenado das grandes cidades, empresas…
Inflação dá sinais de recuo, mas segue acima do centro da meta

Inflação dá sinais de recuo, mas segue acima do centro da meta

Manter a família ficou 0,70% mais caro em fevereiro e 3,81% em…