A Geração Z está liderando uma revolução silenciosa no consumo, abandonando as lojas tradicionais em busca de peças com história e propósito em brechós e plataformas digitais de revenda.
Essa mudança de comportamento reflete um desejo profundo de se desconectar do ritmo frenético da internet e adotar hábitos mais sustentáveis, valorizando o que já existe no mundo hoje.
O impacto econômico dessa tendência é massivo, transformando o mercado de moda global e impulsionando o lucro de gigantes do setor, conforme divulgado pelo Estadão.
O sucesso bilionário da Geração Z no mercado de revenda
O eBay, gigante do e-commerce, viu seus lucros saltarem após a aquisição do marketplace Depop. Juntas, as plataformas geraram US$ 9 bilhões em volume de vendas de moda em apenas doze meses.
“A geração Z não está apenas adotando o mercado de segunda mão, está redefinindo seu lugar na moda”, afirmou um porta-voz da Depop, destacando que os jovens são tanto compradores quanto vendedores.
Quase 90% dos 7 milhões de compradores ativos da plataforma têm menos de 34 anos. Esse público retorna repetidamente para negociar peças, consolidando um novo ciclo de consumo consciente e digital.
Sustentabilidade como motor de consumo
O foco na sustentabilidade é o que mais atrai esses jovens. Segundo Jamie Iannone, CEO do eBay, esse grupo acredita que tudo o que desejam já foi produzido e está disponível no mundo atual.
“Se você conversar com a geração Z, eles dirão que tudo o que você já desejou já existe neste mundo”, explicou o executivo, reforçando o papel do recomércio na preservação do meio ambiente.
Dados indicam que 46% dos consumidores entre 18 e 29 anos compram itens usados pelo menos a cada duas semanas, um número muito superior aos 28% registrados na média total de consumidores globais.
O fator financeiro e o orçamento dos jovens
Além da ética, o bolso fala alto. Cerca de 76% dos membros da Geração Z afirmam que itens de segunda mão ajudam a equilibrar o orçamento mensal, que anda cada vez mais apertado para todos.
O interesse é tão alto que 60% dos consumidores norte-americanos nesta faixa etária pretendem aumentar suas compras de produtos usados no próximo ano, superando as expectativas do mercado tradicional.
Para o eBay, o Depop se tornou um motor de crescimento essencial. A estratégia de unir as duas marcas busca oferecer uma experiência distinta, preservando a identidade visual que atrai o público jovem.
Grandes marcas entram na onda do recomércio
O mercado global de roupas usadas deve atingir US$ 393 bilhões até 2030. De olho nisso, marcas como Zara, Levi’s e H&M criaram seus próprios programas de revenda para atrair esse público fiel.
Essas empresas tentam capturar uma fatia das vendas que antes ia apenas para terceiros. O crescimento desse setor é estimado em duas vezes mais rápido do que o mercado de vestuário comum no mundo.
A tendência de buscar o passado, seja em discos de vinil ou roupas de décadas anteriores, mostra que os jovens buscam autenticidade. O recomércio deixou de ser um nicho para virar o futuro da moda.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







