Em Washington, o ministro da Fazenda Dario Durigan declarou que o governo Lula deixou de lado o ajuste de carga tributária e passa a priorizar um gasto público mais eficiente. A fala, feita a investidores estrangeiros e brasileiros, trouxe dúvidas sobre o futuro das contas públicas, sobretudo à luz das projeções do FMI para 2027.

Durigan afirmou que até mesmo despesas essenciais como saúde e educação podem ser revistas, indicando que o próximo governo buscará otimizar os recursos sem reduzir os programas sociais. A mensagem foi interpretada como um indício de que o primeiro mandato de Lula focou em fechar “buracos de eficiência”, mas que o segundo mandato exigirá um “pente‑fino” nos gastos.

Segundo o Estadão/Broadcast, a fala do ministro foi bem recebida por parte da plateia, considerada equilibrada e pouco politizada, embora ainda desperte atenção sobre a trajetória da dívida pública, que o FMI projeta em 100% do PIB em 2027.

Foco em gasto eficiente e otimização de programas sociais

Durigan destacou que o governo pretende manter os pilares dos programas sociais, mas que haverá necessidade de “otimização” para garantir sustentabilidade fiscal. Em reunião às margens do encontro de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), ele sugeriu que até os gastos mínimos podem ser reavaliados.

Reação dos investidores

Um investidor presente descreveu a impressão como “boa” e “bem equilibrada”, enquanto outro ressaltou a ausência de declarações “bombásticas”. A primeira viagem internacional de Durigan como chefe da equipe econômica do governo recebeu avaliações positivas quanto ao tom técnico do discurso.

Projeções do FMI e risco de endividamento

O FMI estima que a dívida pública brasileira alcançar‑a 100% do PIB em 2027, o que inclui títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central. Essa dívida já chegou a 96,5% neste ano, o maior nível desde 2020, quando a pandemia elevou o endividamento.

Posicionamento da diretora-geral do FMI

Kristalina Georgieva afirmou que o Brasil está “relativamente bem posicionado” para enfrentar a turbulência global decorrente da guerra no Oriente Médio, mas que a continuidade das reformas é essencial para reforçar a resiliência fiscal. Ela elogiou a reunião com Durigan como “boa”.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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