O setor empresarial brasileiro se despede de um de seus maiores ícones, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho. O empresário faleceu na última segunda-feira, dia 29, aos 87 anos de idade.

Vidigal Filho ganhou destaque nacional ao presidir a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, durante os anos 80. Sua gestão foi marcada pela transição histórica entre o regime militar e a democracia.

Além de sua atuação institucional, ele esteve à frente da Cobrasma, que já foi a maior fabricante de trens e vagões de toda a América Latina, conforme divulgado pelo Estadão.

A trajetória de Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho na liderança industrial

Vidigal Filho assumiu o comando da Fiesp em 1980, após uma eleição histórica. Ele venceu Theobaldo De Nigris, que já ocupava o cargo por oito mandatos seguidos na maior entidade industrial do país.

Formado em Direito pela USP e pós-graduado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, o empresário uniu conhecimento técnico e visão política para representar o setor produtivo em momentos de grandes mudanças.

O auge e os desafios da Cobrasma no mercado nacional

O empresário dirigiu por décadas o grupo Cobrasma, fundado por seu pai, Gastão Vidigal. A companhia foi líder na produção de vagões, metrôs e componentes para o setor automotivo, empregando quase 7 mil funcionários.

A empresa foi criada para suprir a falta de peças importadas após a Segunda Guerra Mundial. Sob o comando de Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, a gigante industrial diversificou sua atuação antes de encerrar as atividades em 1998.

Firmeza e diálogo em tempos de transição econômica

Em nota oficial, a Fiesp descreveu o empresário como “uma das lideranças mais determinadas e visionárias da história da indústria brasileira”, ressaltando sua capacidade de diálogo em tempos de crise econômica.

A entidade destacou que, ao assumir a federação em 1980, Vidigal Filho “atuou com a firmeza e diálogo para os novos tempos da economia brasileira”, sendo nomeado presidente emérito da instituição no ano de 2008.

Diplomacia empresarial e atuação na esfera pública

Sua atuação não se limitou ao Brasil. Ele destacou-se na diplomacia empresarial, presidindo seções brasileiras de conselhos com os Estados Unidos, Argentina e Japão, além de atuar ativamente no Mercosul.

Na esfera pública, o empresário deixou sua marca como membro do Conselho Monetário Nacional e da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento econômico nacional.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/morre-luis-eulalio-de-bueno-vidigal-filho-empresario-presidiu-fiesp/.

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