A guerra no Irã e a instabilidade no Oriente Médio elevaram drasticamente os custos do combustível de aviação, pressionando companhias aéreas ao redor do mundo. Em resposta, a Lufthansa, maior companhia aérea da Alemanha, anunciou um corte de 20 mil voos nos próximos seis meses para economizar combustível.
O plano inclui a suspensão de rotas de curta distância e a concentração em hubs estratégicos, ao mesmo tempo que a empresa garante o abastecimento para as próximas semanas. A medida reflete a gravidade da crise, que já provocou aumentos de mais de 70% nos preços globais do querosene de aviação desde o início da guerra, segundo o Índice de Preços da Platts.
De acordo com informações do Estadão, a decisão da Lufthansa vem depois de alertas de autoridades europeias sobre o risco de escassez de combustível, sobretudo pelo fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, principal rota de suprimento da região.
Impacto nos voos e nas operações da Lufthansa
Redução de 20 mil voos até outubro
A companhia aérea alemã estima que o corte economizará 40 mil toneladas métricas de combustível até o final de outubro. São 20 mil voos cancelados, principalmente nas rotas de Frankfurt e Munique, enquanto hubs como Zurique, Viena e Bruxelas receberão atenção reforçada.
Aeronaves e rotas afetadas
A Lufthansa também está aterrando permanentemente 27 aeronaves antigas da Lufthansa CityLine e pode cancelar alguns voos de longa distância ao final do verão. A estratégia visa reduzir custos operacionais em um cenário de preços elevados e oferta limitada de combustível.
Reação de outras companhias europeias
Ryanair alertou que seus fornecedores só garantirão combustível suficiente até meados de maio, enquanto a KLM cancelou 80 voos de Amsterdã para cortar despesas, embora não enfrente falta de querosene no momento.
Contexto da crise energética no Oriente Médio
Fechamento do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, passagem crucial para o transporte de energia, está fechado, gerando preocupação sobre a disponibilidade de querosene de aviação. A Europa, maior consumidora desse combustível, depende de aproximadamente 41% das importações de querosene transportadas por esse estreito.
Alerta da Agência Internacional de Energia
Fatih Birol, diretor‑executivo da AIE, alertou que a Europa tem suprimentos para apenas seis semanas e classificou a situação como a maior crise já vivida. Ministremos dos transportes europeus se reuniram para discutir medidas de contingência, incluindo a utilização de reservas de emergência e a busca por combustíveis alternativos dos EUA.
Com informações do NYT.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







