O Tesouro Nacional divulgou nesta segunda‑feira (30) que as contas do governo central – Tesouro, Previdência Social e Banco Central – apresentaram déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. O resultado vem após um superávit de R$ 86,9 bilhões registrado no mês anterior.

Segundo a pesquisa Projeções Broadcast, a mediana previa um déficit de R$ 30,462 bilhões, enquanto o mercado esperava valores entre R$ 36,10 bilhões e R$ 24 bilhões. O dado real ficou ligeiramente melhor que as expectativas, indicando maior disciplina fiscal.

Esses números foram publicados pelo Tesouro e confirmados pela fonte original, demonstrando a importância de acompanhar a evolução das contas públicas.

Desempenho fiscal de fevereiro

Receitas e despesas

As despesas do governo central cresceram 3,1% em fevereiro, comparado ao mesmo mês de 2025, já corrigidas pela inflação. As receitas totais tiveram alta real de 3,6% na mesma base de comparação.

A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 222,117 bilhões, o maior valor para fevereiro desde 2011, conforme dados da Receita Federal.

Acumulado do ano

Até fevereiro de 2026, o governo central registra superávit primário de R$ 56,854 bilhões, superando os R$ 53,466 bilhões do mesmo período de 2025. As despesas têm alta real de 3,0% no ano, enquanto as receitas sobem 2,7% acima da inflação.

Visão de 12 meses

No período de 12 meses até fevereiro, o déficit primário soma R$ 60,401 bilhões, representando 0,45% do PIB. Despesas obrigatórias correspondem a 17,18% do PIB e as discricionárias a 1,65%.

A meta fiscal para 2026 estabelece um superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de ±0,25% do PIB.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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