A diretora do BNDES, Luciana Costa, trouxe uma análise profunda sobre os desafios econômicos do Brasil durante o evento ‘Brasil Adiante’. O foco central foi como a questão fiscal impacta diretamente o desenvolvimento nacional.

Segundo a executiva, existe um caminho claro para acelerar as obras públicas e privadas, mas ele exige mudanças estruturais no orçamento e na política monetária atual para que os projetos saiam do papel com força.

Entre as propostas, destacam-se a revisão das emendas parlamentares e a redução das taxas de juros como pilares fundamentais para atrair capital estrangeiro, conforme divulgado pelo Estadão.

O papel do ajuste fiscal no investimento em infraestrutura

Luciana Costa enfatizou que o equilíbrio das contas públicas não depende apenas do governo federal. Para ela, é necessária uma repactuação que envolva também os poderes Legislativo e Judiciário em prol da economia brasileira.

“Precisamos rediscutir as emendas parlamentares. Não vamos ajustar as contas públicas com o esforço só do executivo. O ajuste das contas públicas passa por uma repactuação com o poder legislativo e judiciário”, afirmou a diretora.

Ela apontou que esse dinheiro, muitas vezes, é difícil de mapear e fiscalizar, o que acaba prejudicando o planejamento da gestão pública e a eficiência na alocação de recursos para o investimento em infraestrutura.

O impacto dos juros no desenvolvimento

A taxa básica de juros foi apontada como um dos maiores obstáculos para a execução de grandes obras. Luciana explicou que o custo do capital é um fator determinante para a viabilidade de qualquer projeto estruturante no país.

“O custo do dinheiro é muito importante em um projeto de infraestrutura”, afirmou a especialista. Segundo ela, quanto mais onerosos são os juros, menor é a capacidade do Estado de participar ativamente de obras que transformam o país.

Durante o debate, ela destacou uma projeção otimista, caso a economia apresente sinais de melhora. De acordo com Luciana, se os juros caírem, é perfeitamente possível dobrar o investimento em infraestrutura no curto prazo.

BNDES e o estímulo ao mercado de capitais

O banco público pretende atuar como um catalisador para atrair investidores privados. A ideia central é que o BNDES ajude a aumentar a confiança e o apetite de outros financiadores, estimulando o mercado de capitais de forma sólida.

Costa ressaltou que a infraestrutura é o motor que puxa a produtividade da economia. Para isso, o fortalecimento das agências regulatórias e dos marcos legais é visto como um passo essencial para atrair fundos de private equity.

A atração de recursos estrangeiros e nacionais de capital fechado é uma das apostas para sustentar a expansão. Com segurança jurídica e juros baixos, o Brasil pode se tornar um destino ainda mais atrativo para grandes projetos globais.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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