O Banco de Brasília (BRB) está no centro de uma tempestade financeira que pode mudar o panorama bancário do Distrito Federal. Após a descoberta de irregularidades que envolveram propina de R$ 146 milhões e um prejuízo estimado em R$ 15 bilhões para a população, a instituição busca respirar novamente.

Para conter a crise, o BRB anunciou a venda de R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master, que estavam desvalorizados no seu balanço. A operação, feita com a gestora Quadra Capital, traz dinheiro imediato, mas cria a necessidade de um aporte governamental para evitar que o patrimônio fique “negativo”.

Conforme divulgado pelo Estadão, o banco se prepara para uma assembleia de acionistas às 10h da quarta‑feira, 22, onde será votado um plano de socorro que pode incluir até R$ 8,86 bilhões de recursos do governo do Distrito Federal.

Venda dos ativos do Banco Master: detalhes da operação

Valor e estrutura da transação

A carteira, originalmente avaliada em R$ 20 bilhões, foi negociada por R$ 15 bilhões. O BRB receberá entre R$ 3 e R$ 4 bilhões em dinheiro à vista; o restante, entre R$ 11 e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas de um fundo ainda a ser estruturado, o que torna a solução contábil incerta.

Quem está por trás da negociação

A Quadra Capital, gestora independente fundada em 2016 por Nilto Calixto, ex‑Credit Suisse, lidera a proposta. A empresa administra mais de 35 fundos e é reconhecida pela estruturação de ativos de risco e complexos.

A necessidade de aporte do governo do Distrito Federal

Mesmo com a injeção de caixa, o rombo criado pelos ativos do Master representa um déficit de cerca de R$ 8,8 bilhões. Fontes do banco indicam que um aporte de R$ 6 bilhões seria suficiente para manter o BRB dentro do Índice de Basileia, critério de saúde financeira exigido pelo Banco Central.

O governo do DF ainda não tem recursos próprios e tenta obter empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de outros bancos, sem sucesso até o momento.

Repercussões políticas e perspectivas

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que a gestão busca resolver o problema antes das próximas eleições, destacando que o BRB foi vítima de fraudes cometidas pelo ex‑presidente Paulo Henrique Costa.

Leão reforçou que o acordo com a Quadra Capital é “um passo importante para fortalecer a instituição e preservar o papel estratégico do banco no desenvolvimento do Distrito Federal”.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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