O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a expectativa de crescimento da economia global em 2026, reduzindo a projeção de 3,4% para 3,1% no cenário base. Outros cenários apontam quedas ainda maiores, entre 2,5% e 2%.

A instituição alerta que choques externos – guerras, crise energética, inflação persistente e juros elevados – estão testando a resiliência dos governos, que agora têm menos capacidade de reação. O risco não é apenas de desaceleração, mas de uma desaceleração difícil de conter.

Conforme divulgado pelo Estadão, o nível da dívida pública mundial já está em torno de 94% do PIB e pode alcançar 100% até 2029, ampliando a vulnerabilidade de países desenvolvidos e emergentes.

Cenário de dívida global e desafios fiscais

Endividamento recorde nos EUA e na Europa

Nos Estados Unidos, o déficit fiscal chega a 7% do PIB, com dívida perto de 120% do PIB. Na Europa, França, Itália e Reino Unido – conhecidos como BIFs – apresentam dívidas entre 100% e 140% do PIB, combinando crescimento baixo, déficit persistente e custo elevado da dívida.

Brasil: dívida menor, custo mais alto

No Brasil, a dívida bruta gira em torno de 80% do PIB, mas o peso dos juros é alarmante: com a taxa Selic em 14,75% ao ano, quase 8% do PIB é destinado ao pagamento de juros, um encargo raro entre os emergentes.

Uma nova geografia da desigualdade

A diferença entre países agora está na capacidade de financiar a dívida e não apenas no seu tamanho. Países ricos conseguem postergar pagamentos, enquanto nações mais frágeis pagam prêmios mais elevados, reforçando a desigualdade global.

A Unicef resume a situação: quando crises fiscais apertam, os cortes afetam primeiramente os serviços essenciais às famílias vulneráveis.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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