A Câmara dos Deputados avançou em uma pauta que movimenta o mercado de trabalho brasileiro. Uma comissão especial foi oficialmente instalada para discutir o mérito da proposta que visa acabar com a polêmica escala 6×1 de trabalho.

O colegiado será comandado por parlamentares alinhados ao governo, o que indica um cenário favorável à tramitação da medida. A instalação ocorreu nesta quarta-feira, 29, conforme divulgado pelo Estadão.

A composição conta com nomes que já apoiavam o tema, sugerindo que a proposta encontrará pouca resistência interna. O presidente da Casa, Hugo Motta, já definiu o prazo final para a votação da pauta no plenário: 28 de maio.

Comando governista define próximos passos da pauta

A estrutura de liderança da comissão é composta majoritariamente pela base aliada. O deputado Alencar Santana (PT-SP) assume a presidência, enquanto a deputada Daiana Santos (PC do B-RS) ocupa a primeira vice-presidência.

A lista de titulares inclui nomes fundamentais para a discussão, como os deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, que são os autores das PECs sobre o tema. Ao todo, 21 dos 38 membros possuem perfil simpático à redução da jornada.

Desafios e busca por consenso no setor produtivo

O relator do projeto, deputado Leo Prates, defende que a implementação da medida ocorra de forma gradual. Em entrevista, ele destacou que uma regra de transição seria essencial para evitar impactos negativos imediatos às empresas.

Prates reforçou que o objetivo central é garantir a qualidade de vida do trabalhador sem sacrificar a viabilidade econômica do setor produtivo. Segundo ele, o mercado precisa de um período de adaptação para evitar mudanças drásticas.

Divergências sobre compensações e prazos

Um ponto central do debate envolve a possível compensação financeira para as empresas. Embora o relator veja com bons olhos essa alternativa, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, mantém postura contrária à ideia.

O prazo para a apresentação de emendas à proposta começa nesta quinta-feira, 30. A expectativa é que o governo mantenha o foco na celeridade, buscando um texto final que equilibre as demandas dos trabalhadores e a realidade das companhias.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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