O Brasil tem uma das maiores reservas de shale gas do mundo, mas segue atrasado na exploração via fracking. A agenda de gás natural para 2026, segundo a ANP, foca em revisão tarifária e gas release, mas ignora esse potencial enorme.

Países como EUA e Argentina colhem frutos econômicos com a técnica de fraturamento hidráulico. O Brasil perde segurança energética e riqueza ao importar shale gas que poderia produzir localmente. Conforme divulgado pelo Estadão.

É hora de discutir o fracking com base em ciência, não ativismo. Isso pode baratear o gás, impulsionar o agro e gerar fertilizantes nacionais.

Agenda de Gás 2026: Oportunidades e Lacunas na ANP

A ANP planeja revisão tarifária para 2026, evitando duplicação de ganhos de transportadoras. Medidas como gas release visam combater concentração de mercado.

Outras pautas incluem operador do sistema de gás no Congresso e integração com o setor elétrico. Mas o shale gas fica de fora, apesar de reservas de 245 trilhões de pés cúbicos recuperáveis.

A segurança do fracking é regulada pela ANP desde 2014, mas insegurança jurídica trava tudo. Projetos como Sergipe Águas Profundas prometem gás, mas não resolvem o shale.

Fracking nos EUA e Argentina: Números que Impressionam

Desde 2015, os EUA perfuraram 1 milhão de poços com fracking. Em 2025, produziram 2,1 bilhões m³/dia de gás não convencional, 65% a 70% do total.

Na Argentina, mais de 1.600 poços até 2023, com quase 100% dos novos usando a técnica. Em 2025, 66% da produção veio de shale gas, como em Vaca Muerta.

Esses países garantem soberania e economia. O Brasil, com reservas semelhantes, importa 30% a 40% do gás consumido, inclusive shale americano e agora argentino.

Benefícios para o Brasil: Menos Importações e Mais Empregos

Explorar shale gas acaba com dependência de importações. Reduz preços, interioriza o gás e inclui o agronegócio, 73% preso ao diesel 40% mais poluente.

Viabiliza fertilizantes nitrogenados nacionais, hoje da Rússia. Gera riquezas, empregos e transição energética real.

Superando Barreiras: Da Ciência à Regulamentação

Tirar o fracking do ativismo para a ciência é essencial. Decisões baseadas em protocolos reais superam proibições antigas.

A agenda 2026 da ANP avança em tarifas e acesso, mas precisa incluir shale para verdadeira soberania energética.

A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.

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