A trajetória do Banco Master tomou um rumo dramático com a revelação de um esquema bilionário de desvio de recursos. O que antes era uma instituição mineira promissora, agora é alvo de investigações profundas.
O liquidante da instituição conseguiu rastrear cerca de R$ 840 milhões que teriam sido drenados do banco. Esse montante astronômico foi convertido em propriedades de altíssimo luxo localizadas nos Estados Unidos.
O dinheiro teria financiado mansões em Aspen e Miami, utilizando uma complexa rede de empresas de fachada e fundos internacionais, conforme divulgado pelo Estadão.
Mansões e luxo: O destino dos milhões do Banco Master
A petição protocolada no tribunal de falências da Flórida detalha a aquisição de três propriedades principais. Uma delas, em Owl Creek, Aspen, foi comprada à vista pela impressionante quantia de US$ 77 milhões.
Além do valor da compra, outros US$ 30 milhões foram destinados a reformas e despesas. Em Miami, duas propriedades na Sabal Palm Road custaram US$ 127,5 milhões, adquiridas quando o Banco Master já enfrentava sérias crises.
Essas transações revelam como o capital da instituição financeira brasileira era movimentado para o exterior, servindo para a construção de um patrimônio pessoal imenso em meio ao déficit bilionário do banco no Brasil.
A intrincada rota do dinheiro via offshore
Para ocultar a origem dos recursos, Daniel Vorcaro, controlador do banco, teria utilizado uma teia de fundos nas Bahamas e nas Ilhas Cayman. O dinheiro passava pelo Caribe antes de chegar a Nova York.
Nos Estados Unidos, o esquema envolvia empréstimos simulados a empresas de fachada criadas por meio de trusts familiares. Essas estruturas permitiam a compra de imóveis em dinheiro vivo, sem qualquer financiamento bancário.
Posteriormente, contratos de aluguel fictícios de dez anos eram firmados, garantindo a Vorcaro o direito exclusivo de residir nos imóveis, com cláusulas que permitiam abater até 100% dos aluguéis pagos no futuro.
Blindagem patrimonial e cartões de crédito
Segundo o liquidante do Banco Master, Vorcaro supervisionava pessoalmente as reformas das mansões, mas nunca pagou as parcelas de locação. Isso evidenciaria o uso das empresas apenas como uma blindagem patrimonial.
A investigação também descobriu que executivos das empresas de fachada emitiam cartões de crédito para uso irrestrito do controlador. As faturas, com gastos extravagantes, frequentemente superavam a marca de US$ 100 mil mensais.
Esses pagamentos eram quitados com os recursos desviados da instituição financeira. Documentos mostram até compras de obras de arte milionárias e tentativas de apagar a ligação direta entre Vorcaro e as empresas proprietárias.
Documentos revelam tentativas de ocultação
A sócia de um dos fundos chegou a solicitar a alteração urgente de papéis onde Daniel Vorcaro aparecia erroneamente como dono direto. O objetivo era colocar um trust como membro ostensivo para evitar o rastreio.
Até o momento, a defesa de Vorcaro optou por não comentar as acusações apresentadas pela EFB Regimes Especiais. O caso segue em tramitação na justiça federal norte-americana e brasileira, buscando a recuperação dos ativos.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







