O Brasil atingiu uma marca histórica em 2025 com a abertura de mais de 5 milhões de empresas, sendo que quase a totalidade delas são pequenos negócios focados em renda e produtividade.
Apesar do avanço tecnológico, o grande desafio atual não é mais a falta de acesso a equipamentos, mas sim a capacidade estratégica de utilizar essas ferramentas para crescer no mercado.
Essa nova realidade exige que o empreendedor moderno entenda como a inteligência artificial e a automação podem transformar a gestão do dia a dia, conforme divulgado pelo Estadão.
O novo foco da tecnologia nas pequenas empresas
Se, até poucos anos atrás, o principal desafio era ampliar o acesso aos equipamentos, hoje o cenário é diferente. Pesquisa do Sebrae mostra que 76% das micro e pequenas empresas já utilizam computadores em suas atividades.
Esse é o maior índice da série histórica e prova que a digitalização avançou. Agora, a discussão muda de patamar: mais importante do que possuir tecnologia é saber utilizá-la de forma estratégica no empreendedorismo.
“A pergunta deixou de ser ‘eu tenho as ferramentas certas?’ e passou a ser ‘estou usando essas ferramentas da melhor forma possível?’”, afirma Ricardo Kamel, diretor-geral da HP Inc. Brasil, sobre a nova fase do setor.
A inteligência artificial como aliada estratégica
Segundo o executivo, a inteligência artificial representa a próxima etapa dessa transformação justamente porque permite automatizar tarefas, organizar informações e apoiar decisões de forma mais rápida e eficiente.
“O próximo salto de competitividade não virá do acesso à tecnologia, mas da qualidade do uso que fazemos dela”, destaca Kamel. Para ele, recursos avançados não podem ser privilégio exclusivo apenas de grandes corporações.
Nas pequenas empresas, onde as equipes costumam acumular diversas funções, o impacto da IA tende a ser ainda maior, ajudando em áreas como atendimento ao cliente, tarefas administrativas e criação de conteúdos originais.
Equipamentos integrados e produtividade no trabalho híbrido
O novo cenário também altera a forma como o mercado de tecnologia se posiciona. Cresce a demanda por soluções capazes de integrar produtividade, colaboração, segurança e inteligência artificial em um só ecossistema.
Empresas como a HP têm focado em oferecer notebooks e periféricos que funcionam como assistentes pessoais. O objetivo é reduzir tarefas repetitivas, simplificar fluxos de trabalho e liberar tempo para ações estratégicas.
Executar funções de IA diretamente no equipamento oferece respostas mais rápidas e maior controle sobre informações sensíveis, algo essencial para quem alterna entre o escritório físico e o trabalho remoto ou híbrido.
O desafio do conhecimento no mercado digital
Apesar da expansão da conectividade e do uso crescente de softwares de gestão, presentes em quase metade dos pequenos negócios, a principal barreira para a transformação digital profunda ainda é a falta de conhecimento.
“Muitas empresas possuem as ferramentas necessárias, mas ainda estão aprendendo a transformar dados em decisões, automação em produtividade e inteligência artificial em vantagem competitiva”, avalia o diretor da HP Brasil.
Para o especialista, a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito básico. Quem optar por não investir em conhecimento tecnológico terá cada vez mais dificuldade para sobreviver em um mercado competitivo.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







