O debate de como reduzir as emissões do transporte vem ganhando espaço no Brasil. A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), realizada em Belém (PA), em novembro de 2025, deu uma contribuição importante ao tema, reforçando o protagonismo do País na transição energética global.

Afinal, o Brasil possui vantagens competitivas em relação a outros mercados, como matriz elétrica renovável, vocação agroindustrial e cadeia consolidada de biocombustíveis. Nesse cenário, a Cummins ocupa papel de destaque na descarbonização mundial, com tecnologias e pesquisas avançadas em projetos que requerem previsibilidade e visão de longo prazo.

A Cummins oferece uma linha completa de motores multitecnológicos, com soluções já disponíveis para biometano, biodiesel, gás natural, sistemas híbridos e o uso de HVO (diesel renovável). Em paralelo, a empresa desenvolve outras rotas tecnológicas, como o etanol, ampliando o leque de alternativas para a descarbonização.

A discussão acerca do HVO, aliás, guarda conexão direta com o histórico brasileiro de políticas de sucesso, como o Proálcool, que há 50 anos iniciou uma transformação dos biocombustíveis na matriz energética. Hoje, o País novamente tem a possibilidade de liderar o desenvolvimento de tecnologias renováveis e soluções sustentáveis no segmento automotivo.

As tecnologias fazem parte da estratégia global da Cummins, Destino ao Zero, que combina inovação tecnológica, parcerias e excelência operacional, com a missão de baixar as emissões, ampliar a eficiência energética e apoiar os clientes durante a transição. O Destino ao Zero agrega diferentes soluções, como a permanente evolução dos motores a combustão, adoção de biocombustíveis renováveis, gás natural e biometano, eletrificação e sistemas híbridos.

Uma das premissas da Cummins é que o motor diesel seguirá exercendo papel essencial no transporte de cargas e em aplicações pesadas, principalmente em setores cuja infraestrutura de recarga para veículos elétricos ainda é limitada. Sob a ótica do ciclo de vida completo, do poço à roda, o diesel mantém vantagens relevantes, como elevada eficiência energética, alta durabilidade, longo ciclo de vida e desempenho robusto, fatores que influenciam diretamente a viabilidade ambiental e econômica das operações.

O Destino ao Zero está alinhado com clientes que demonstram compromisso crescente com as baixas emissões. A sinergia fortalece a estratégia e dá mais robustez às soluções, alavancando a transição energética, principalmente em um contexto no qual os motores a combustão evoluem rapidamente, sobretudo com as grandes transformações trazidas por três pilares: injeção eletrônica de alta pressão, turbocompressores modernos e sistemas de pós-tratamento.

As três inovações foram fundamentais para o aprimoramento dos motores a combustão. A injeção eletrônica faz a leitura da quantidade certa de combustível a ser injetada, dispersando-o de maneira mais uniforme. Depois, vieram os turbocompressores, responsáveis por aumentar o volume de ar admitido na combustão, elevando a potência e favorecendo o uso mais eficiente do combustível. Por fim, o pós-tratamento de emissões reduz drasticamente os poluentes gerados na combustão.

Para a Cummins, os motores da marca seguirão equipando os veículos por muitos anos, com mais eficiência e sustentabilidade, especialmente em caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e de construção, além de setores em que a eletrificação total ou o hidrogênio ainda não são viáveis em larga escala. Para se ter ideia do aperfeiçoamento deles, de 1988 até hoje, conseguiram reduzir em 98,5% as emissões de NOx (óxido de nitrogênio) e materiais particulados, graças à evolução de tecnologias de combustão e pós-tratamento.

Em paralelo ao desenvolvimento incessante dos motores, o diesel avança em frentes importantes, como pressões de injeção cada vez mais altas, melhorias em sistemas de pós-tratamento (DPF, DOC e SCR), novos materiais, eletrônica embarcada mais precisa, calibrações otimizadas e integração crescente com biocombustíveis, como biodiesel, etanol e biometano, que apresentam pegadas de carbono até 50% menores, dependendo da aplicação.

Além do diesel, a Cummins dispõe de um portfólio em diferentes estágios de maturidade. Ela acompanha de perto, por exemplo, a evolução do biodiesel no Brasil, como parte de um conjunto mais amplo de soluções de baixo carbono. A companhia ostenta também uma posição de vanguarda ao oferecer motores compatíveis com B20, enquanto o mercado opera, atualmente, com a mistura obrigatória B15, ou seja, 15% de biodiesel no combustível fóssil.

Já o HVO é um diesel renovável e muito mais limpo, produzido a partir da hidrogenação de óleos vegetais e gorduras animais ou resíduos. Seu uso não exige adaptações, portanto, os motores Cummins têm condições de receber HVO com alta estabilidade operacional e queda de emissões.

A Cummins vai além, com uma linha de motores dedicados a gás natural e biometano, desde que este combustível esteja em conformidade com as especificações de qualidade estabelecidas pelas normas brasileiras vigentes. A linha B6.7, L9N e M15N atende a diversas aplicações de transportes urbano e rodoviário e serviços especializados.

Na prática, a escolha do combustível é o principal fator de redução das emissões de CO₂. Na comparação direta entre energéticos, a substituição do diesel fóssil por gás natural pode reduzir as emissões de CO₂ equivalente em cerca de 40%. Quando utilizado biometano, essa redução é ainda mais significativa, podendo atingir até 70%, dependendo da aplicação e das características do combustível.

Toda essa evolução está atrelada ao desenvolvimento da plataforma HELM, da Cummins, que representa a próxima geração de motores a combustão interna, capaz de operar com múltiplos combustíveis: diesel, gás natural e hidrogênio. Com consumo de combustível 10% menor, os motores X15, X10 e B7.2 integram a arquitetura multifuel, apresentando flexibilidade, eficiência e desempenho em diferentes faixas de potência.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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