A CSN abriu oficialmente a fase inicial de negociação para a venda de sua subsidiária de cimentos, com ofertas não vinculantes a partir de 8 de maio. O negócio, estimado em mais de R$ 10 bilhões, atraiu grandes nomes nacionais e internacionais, que já sinalizam participação via consórcios.
Entre os interessados estão o Grupo Votorantim, a Polimix e três cimenteiras chinesas – Anhui Conch, Huaxin Cement e Sinoma International. A J&F, dos irmãos Batista, teria desistido, de acordo com fontes. A operação também inclui a venda de uma participação minoritária da CSN Infraestrutura, buscando reforçar a estrutura de capital do grupo.
Conforme divulgado pelo Estadão, a Votorantim, maior cimenteira do país, pode buscar parceiros estrangeiros para aliviar a análise do Cade, enquanto a Polimix procura sócio para viabilizar sua oferta. A italiana Buzzi, dona da Cimento Nacional, também demonstra interesse em integrar um consórcio.
Principais interessados e estratégias de consórcio
Votorantim lidera a disputa
Como a maior produtora de cimento no Brasil, a Votorantim pretende formar um consórcio que inclua parceiros estrangeiros ou a aquisição de parte da companhia pelos demais integrantes, visando evitar resistência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Polimix busca aliança
A Polimix, maior produtora de concreto do país e proprietária da Mizu, reconhece que não dispõe de recursos suficientes sozinha e avalia formar consórcio com a Votorantim ou a italiana Buzzi, que também tem interesse em ganhar participação no mercado brasileiro.
Entrada das cimenteiras chinesas
As empresas chinesas Anhui Conch, Huaxin Cement e Sinoma International podem aportar capital e expertise, fortalecendo a presença internacional na cadeia produtiva brasileira.
Outras companhias do setor
O panorama do cimento no Brasil conta com 12 grupos, entre eles InterCement, Polimix/Mizu, Buzzi e médias como Ciplan, Itambé e João Santos. Apenas a Ciplan demonstra capacidade de integrar um consórcio, enquanto outras enfrentam dificuldades financeiras ou falta de interesse.
Até o momento, a Votorantim Cimentos não comentou o assunto, e J&F, Polimix e Buzzi não retornaram aos apelos da imprensa.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







