Recentemente, declarações sobre a mistura de combustíveis no Brasil provocaram um verdadeiro terremoto no setor sucroenergético, especialmente no estado de São Paulo. A tensão atingiu diretamente o Palácio dos Bandeirantes.

Líderes empresariais e produtores rurais manifestaram profunda preocupação com as críticas à presença obrigatória do biocombustível na gasolina, tema considerado estratégico para a economia e a transição energética.

O movimento nos bastidores envolveu cobranças diretas ao governador Tarcísio de Freitas para que houvesse um esclarecimento sobre o futuro do segmento no país, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto da polêmica sobre o **etanol** no agronegócio brasileiro

A declaração do senador Flávio Bolsonaro comparando o aumento da mistura de **etanol** na gasolina à prática de reduflação gerou um mal-estar imediato entre os grandes produtores e industriais paulistas.

O parlamentar criticou a decisão do Conselho Nacional de Política Energética de elevar o percentual do biocombustível de 30% para 32%, afirmando que “a gasolina virou etanol” e que o governo não estaria poupando o setor.

A reação do setor sucroenergético

Para o setor, o comentário foi visto como uma forma de desinformação. O **etanol** é a base econômica de cerca de 500 municípios paulistas e essencial para as metas globais de descarbonização do Brasil atualmente.

Empresários buscaram o governador Tarcísio de Freitas para cobrar posicionamentos. Eles temem que discursos políticos sem base técnica possam afastar investimentos bilionários em energia limpa e renovável no interior.

Intervenção de Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo agiu rapidamente nos bastidores para conter os danos. Ele orientou a coordenação da campanha do senador a tratar o tema com mais cautela e conhecimento sobre o mercado de combustíveis.

Aliados de Tarcísio afirmaram que a frase foi mal colocada e que não existe intenção real de reduzir a mistura. O objetivo foi acalmar os ânimos de um setor que sustenta a arrecadação e o emprego estadual.

Defesa do plano de biocombustíveis

Após a repercussão negativa, o senador Rogério Marinho defendeu o parlamentar, afirmando que ele é um defensor do setor e que seu plano prevê transformar o Brasil em uma potência mundial de biocombustíveis e créditos de carbono.

A campanha reforçou que o objetivo é fortalecer o RenovaBio e aplicar a Lei do Combustível do Futuro. A nota oficial tentou desfazer a imagem de que haveria qualquer retrocesso na agenda da cana de açúcar.

A visão de Maurílio Biagi na Agrishow

Durante a Agrishow, Maurílio Biagi, presidente de honra da feira, reforçou que o **etanol** tem potencial para avançar de forma independente, sem ficar refém das oscilações de preços do petróleo no mercado internacional.

Biagi defende que o Brasil ainda ignora parte das vantagens competitivas do biocombustível. Ele acredita que ampliar a mistura é uma estratégia inteligente para garantir a soberania energética e proteger o meio ambiente.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original através deste link: https://www.estadao.com.br/economia/agronegocios/tarcisio-flavio-bolsonaro-declaracao-etanol-bastidores/

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