Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, avalia que o maior banco privado do Brasil alcançou um novo patamar de competitividade. Após anos de uma intensa transformação digital, a instituição eliminou a defasagem tecnológica que possuía em relação às fintechs e bancos digitais.
O executivo destaca que o banco hoje entrega velocidade e modernização equivalentes aos novos competidores do mercado financeiro. A estratégia foi consolidada por meio de uma reestruturação profunda, conforme divulgado pelo Estadão.
A mudança de cenário reflete o esforço da liderança em atualizar sistemas e focar na experiência do cliente. Com a base tecnológica renovada, o banco agora se prepara para liderar a próxima fronteira do setor financeiro: o uso avançado da inteligência artificial.
A transformação digital como motor do Itaú
Desde 2021, a gestão de Maluhy promoveu o fechamento de quase 2 mil agências físicas e a unificação de serviços no Superapp do banco. O investimento em tecnologia atingiu R$ 11,735 bilhões em 2025, um aumento de 18% em relação ao ano anterior.
Um dos pontos principais da modernização é o desligamento completo dos mainframes, computadores legados que sustentam sistemas antigos. O objetivo é concluir esse processo nos próximos dois anos, consolidando uma arquitetura em nuvem mais eficiente.
Resultados financeiros e o papel do RoE
A estratégia tem se traduzido em indicadores sólidos, com o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RoE) atingindo 24,8% no primeiro trimestre. O lucro líquido alcançado foi de R$ 12,3 bilhões, superando pares tradicionais.
Maluhy explica que a rentabilidade não depende de fórmulas mágicas, mas de uma gestão focada no longo prazo e na disciplina de alocação de capital. O executivo reforça que o foco é sempre gerar valor acima do custo de capital brasileiro.
Visão sobre a concorrência e o mercado
Questionado sobre a disputa com bancos digitais, o CEO afirma que o Itaú deixou de “dever” em agilidade. Ele pontua que o banco hoje compete de igual para igual, mantendo o dinamismo necessário para atender às demandas atuais.
Sobre a volatilidade nas ações, Maluhy demonstra tranquilidade. Ele ressalta que o foco da gestão é o retorno total ao acionista e a solidez operacional, desconsiderando as oscilações de curto prazo do mercado financeiro.
Legado e o futuro com Inteligência Artificial
Para o CEO, seu papel é garantir que o banco se perpetue e entregue resultados ainda melhores para o próximo sucessor. A prioridade agora é colocar a Inteligência Artificial no centro da estratégia, mantendo o banco na vanguarda tecnológica.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







