A Stone anunciou uma mudança estratégica que promete facilitar a vida de milhares de comerciantes brasileiros. A empresa decidiu integrar o Pagar.me, sua solução de pagamentos online, diretamente à operação principal de maquininhas de cartão.

Essa movimentação visa eliminar as barreiras entre as vendas presenciais e digitais, consolidando tudo em uma única plataforma. Agora, o empreendedor terá acesso a dados unificados e serviços financeiros em um só lugar.

A novidade marca o posicionamento da companhia como um hub financeiro completo para pequenos e médios negócios, conforme divulgado pelo Estadão.

Stone unifica maquininhas e pagamentos online para virar o banco do empreendedor

O fim da divisão entre físico e digital

A ferramenta Pagar.me, que antes operava de forma independente, agora faz parte do ecossistema central da Stone. Ela funciona como um provedor que processa transações de e-commerce e infraestrutura para lojas virtuais.

Com a mudança, o lojista recebe por cartão de crédito, boleto e Pix em um fluxo integrado. O diretor Mateus Biselli afirma que, “Hoje o empreendedor não pensa mais em canal físico e canal digital. Ele vende pelo Instagram, pela loja, pelo site, pelo WhatsApp. Faz muito mais sentido integrar tudo”.

Tudo em um único aplicativo

A integração permite que os clientes acessem informações de vendas presenciais, online, conta e crédito no mesmo app. As receitas serão consolidadas em um único extrato, o que ajuda a Stone a entender melhor o perfil do cliente.

Essa visão 360 graus permite que a empresa ofereça produtos de crédito de forma mais assertiva. A novidade será apresentada oficialmente ao mercado durante o Fórum E-Commerce Brasil, que acontece em São Paulo.

Meta bilionária para o mercado de crédito

A Stone planeja expandir sua carteira de crédito para R$ 5,5 bilhões até 2027. No final de março, esse valor era de R$ 3,2 bilhões, mostrando a ambição da marca em fidelizar seu público-alvo com novas ofertas financeiras.

Para consolidar essa jornada, a companhia já possui licenças de Instituição de Pagamento e aguarda autorização do Banco Central para operar como um Banco Comercial completo em um futuro próximo, o que deve ampliar sua atuação.

Tendência de mercado e dados do setor

O movimento da Stone segue uma tendência de diversificação vista em rivais como o PagBank. No primeiro trimestre, o setor de cartões movimentou R$ 1,1 trilhão no Brasil, com o e-commerce somando R$ 310,5 bilhões no período.

Biselli ressalta que a empresa já atua com crédito e depósitos há cinco anos e quer clareza. “Para sermos o banco do empreendedor, nós temos que oferecer todas as soluções de venda de que o cliente possa precisar”, explica o executivo.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e pode ser lida na íntegra em: https://www.estadao.com.br/economia/coluna-do-broad/stone-integra-solucao-de-pagamentos-online-a-operacao-das-maquininhas/

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