RIO – Com defasagem de R$ 2,41 por litro de diesel nas refinarias da Petrobras em relação aos preços do mercado internacional, a proposta do governo de zerar o ICMS das importações do combustível não resolve o risco de desabastecimento no País, avalia o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araújo.

Ainda sem aprovação dos governadores, a conta está longe de fechar na avaliação de Araújo. “Ainda falta o ‘de acordo’ dos Estados, mas não resolve. A defasagem supera R$ 2,40 e o ICMS é de R$ 1,17”, explicou.

O petróleo do tipo Brent fechou a quarta-feira, 18, cotado a US$ 107,38 o barril, deixando o diesel vendido no Brasil com defasagem média de 57% em relação ao mercado internacional. Se levar em conta apenas as refinarias da Petrobras, essa diferença é de 67%, ou R$ 2,41 por litro.

No caso da gasolina, a defasagem média é de 44% e de 52% nas refinarias da Petrobras. Para equiparar os preços ao mercado internacional, seria necessário um aumento pela estatal de R$ 1,30.

O Brasil importa cerca de 20% a 30% de todo diesel que consome, dependendo da época do ano, e em torno de 10% a 15% de gasolina. Na quarta-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que avalia todos os dias o comportamento do preço do petróleo e que tem feito “das tripas coração” para atender o mercado.

A empresa está aumentando a capacidade das suas refinarias, com média acima de 100% de utilização. No fechamento de terça-feira, 17, a média das unidades foi de 100,4%. Na Revap, RPBC e Recap, em São Paulo; Rnest, em Pernambuco; e Repar, no Paraná, registraram Fator de Utilização (Fut) acima de 95%.

O último aumento do diesel pela estatal foi de 11,6%, no último sábado, após 312 dias com preços congelados. Já a gasolina está há 52 dias sem reajuste.

Privadas

As refinarias privadas têm feito reajustes todas as semanas. A Acelen, que controla a maior delas, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, com 14% do mercado, já fez cinco reajustes do diesel em março e quatro da gasolina. Com isso, o preço do diesel praticado por Mataripe está 56% acima dos preços da Petrobras, e o da gasolina, 45% superior.

Em termos de defasagem, a Acelen registrou na quarta-feira diferença de apenas 6% no caso do diesel e de 2% na gasolina na comparação com o mercado internacional.

Com os aumentos, o impacto nos postos de abastecimento no País já está sendo observado, com alta de 24,7% do diesel desde o dia 28 de fevereiro, e da gasolina em cerca de 10% na mesma comparação, segundo painel dinâmico da ValeCard.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Governo federal anuncia subsídio para conter aumento do diesel e do gás de cozinha; veja os valores

Governo federal anuncia subvenção extra de R$ 0,80 por litro de diesel importado para conter alta de preços causada pela guerra no Irã

Medidas incluem nova subvenção, punições a abusos e crédito para aviação, com custo total de R$ 4 bilhões nos próximos dois meses

O Que Significa Sonhar com Dinheiro? Descubra os Verdadeiros Significados

Você já acordou pensando: “Por que sonhei com dinheiro?” Foi uma pilha…
Por que o pessimismo virou o novo disfarce da preguiça intelectual

Por que o pessimismo virou o novo disfarce da preguiça intelectual

Pense por um instante nas reuniões das quais você participou recentemente. Quantas…
Por que diferentes IAs podem gerar respostas variadas para uma mesma pergunta?

Por que diferentes IAs podem gerar respostas variadas para uma mesma pergunta?

Uma discussão que corre solta pela rede é por que diferentes IAs…