O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo trabalha para estruturar um fundo permanente de renovação de frota, com participação da Petrobras e do BNDES, para garantir a equalização contínua das taxas de juros no financiamento de caminhões. Segundo ele, o programa Mover já contratou R$ 4,2 bilhões até a última sexta-feira e ainda dispõe de mais da metade dos recursos previstos, de R$ 10 bilhões.

“Já foram contratados, até ontem, 4,2 bilhões. Ainda temos mais da metade”, disse Alckmin, ao defender a continuidade da política pública. “Nós precisamos de um programa permanente de renovação de frota. É isso que nós temos que fazer.”

O vice-presidente explicou que o objetivo é criar um fundo capaz de sustentar juros mais baixos de forma estrutural. “Nós estamos trabalhando com a Petrobras para ver a criação de um fundo com a Petrobras e o BNDES. Nós precisamos de um fundo de recursos para equalizar a taxa de juros de forma permanente”, afirmou.

Durante discurso em concessionária da Mercedes-Benz em São Paulo, Alckmin relembrou que o setor de caminhões, especialmente o de pesados, sofreu retração nas vendas diante de taxas de financiamento que chegaram a 22% a 24% ao ano. Para enfrentar o problema, o governo estruturou o Mover, um programa de R$ 10 bilhões, com juros entre 12% e 13,5%.

Demanda logística vai crescer com safra do agro e avanço das exportações

Alckmin afirmou ainda que o Brasil deve registrar forte crescimento da demanda por transporte e logística, impulsionado pelo avanço da safra agrícola, recordes de exportação e novos acordos comerciais.

Ao destacar o cenário externo e o desempenho do comércio exterior, Alckmin trouxe uma “mensagem de otimismo”. “No transporte, a demanda é fundamental. Precisa ter demanda. A safra agrícola cresceu 17%. Ela precisa circular no Brasil. A demanda vai crescer”, afirmou.

Segundo ele, o escoamento da produção agrícola deve ampliar a movimentação de cargas rumo aos portos. “A carga precisa chegar nos portos. A maioria da exportação é por navio. A produção está longe do litoral, precisa chegar lá”, disse.

O vice-presidente ressaltou ainda que o País exportou US$ 348,7 bilhões no ano passado, batendo recorde histórico. Mesmo diante do chamado “tarifaço” americano, ele afirmou que o Brasil ampliou mercados e conseguiu redução tarifária relevante. “O Brasil foi o país mais beneficiado do mundo com a redução de 50% para 15%. A tarifa máxima é 15%”, declarou.

Alckmin acrescentou que, na prática, a alíquota está hoje “em até 10%, porque a ordem executiva ainda não foi implementada por completo”. Para ele, a exportação para os Estados Unidos deve crescer.

No campo das relações com a Europa, o ministro citou a entrada em vigência provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “É o maior acordo do mundo entre blocos. Nós vamos exportar muito mais, vamos importar muito mais”, afirmou.

Para Alckmin, o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia deve ampliar o fluxo comercial e fortalecer o setor de transporte. “Isso é movimentação, é chegada e destino. Nós vamos ter uma demanda logística crescente. Estamos otimistas”, concluiu.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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