O debate sobre o futuro econômico do Brasil ganha novos capítulos com propostas focadas na gestão de gastos públicos. Entre os temas centrais, a sustentabilidade de programas sociais como o Bolsa Família aparece como prioridade para analistas.
Atualmente, existe uma discussão técnica sobre a necessidade de ajustar o alcance do programa. O objetivo seria alinhar o volume de recursos investidos com o atual momento de recuperação da atividade econômica nacional.
Especialistas sugerem que o próximo governo adote medidas mais rígidas para controlar o orçamento. A ideia é garantir a eficiência da assistência social, conforme divulgado pelo Estadão.
Bolsa Família e o desafio das contas públicas para os próximos anos
Quando se compara o raio,x fiscal de 2026 com o de 2022, os dados mostram um aumento na despesa primária. O gasto, que era de 17,95% do Produto Interno Bruto (PIB), deve chegar a 19,20% até o fim de 2026.
O Bolsa Família teve um papel relevante nesse cenário. A despesa saltou de 0,87% do PIB no último ano do governo anterior para 1,52% no primeiro ano da atual gestão, recuando para cerca de 1,1% recentemente.
O salto nos gastos e a realidade do PIB
Esse aumento ocorreu principalmente pelo reajuste no valor pago por família em 2023. Além disso, a base de beneficiários cresceu de 15 milhões no final de 2021 para 22 milhões em 2022, sendo ajustada gradualmente.
O cenário atual apresenta uma aparente contradição econômica. Com um PIB 15% superior ao de cinco anos atrás, o número de famílias atendidas ainda é muito maior do que o registrado naquele período anterior.
A contradição entre desemprego baixo e mais famílias atendidas
Dados mostram que a taxa de desemprego média, que era de 13% em 2021, caiu para pouco mais de 5%. Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, o Bolsa Família ainda atende cerca de 19 milhões de famílias brasileiras.
Segundo a análise de Fabio Giambiagi, “não faz sentido que um país com renda 15% maior do que em 2021 e com o desemprego em 40% do que era naquela ocasião tenha 30% a mais de famílias no programa”.
Sugestões para o equilíbrio fiscal até 2030
A proposta sugerida para a próxima gestão é manter o valor do benefício sem reajustes. Além disso, defende,se a continuidade da redução no número de famílias para retornar ao patamar de 14 a 15 milhões de atendidos.
Historicamente, o programa custava entre 0,4% e 0,5% do PIB. A meta para 2030 seria atingir um patamar intermediário entre 0,5% e 1,1%, equilibrando a justiça social com a responsabilidade das contas públicas do país.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o artigo completo no link: Estadão | Próxima gestão deveria não reajustar o Bolsa Família







