O Banco Digimais, instituição financeira ligada ao bispo Edir Macedo, está no centro de uma grande investigação da Polícia Federal. A ação, batizada de Operação Miragem, sacudiu o setor bancário.

As autoridades buscam esclarecer suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito que envolvem cifras milionárias. O caso levanta sérias dúvidas sobre o banco digital.

A investigação foca em movimentações recentes e na qualidade dos ativos da instituição, que já foi conhecida como Banco Renner no passado, conforme divulgado pelo Estadão.

Investigação aponta irregularidades milionárias e falhas de crédito

A trajetória do banco sob o comando de Edir Macedo

Fundado em 1981 em Porto Alegre, o antigo Banco Renner focava em financiamento de veículos. A aproximação de Edir Macedo começou em 2009, quando o Grupo Record adquiriu uma parte das ações da empresa.

O controle integral pela família do líder religioso ocorreu apenas em 2020. Após a aquisição total, a instituição passou por uma reformulação de marca e adotou o nome atual, Banco Digimais.

Os detalhes da Operação Miragem da Polícia Federal

A Polícia Federal aponta problemas em uma cessão de créditos de R$ 660 milhões realizada em março de 2025. A transação com um fundo gerou disputas judiciais pela falta de documentos comprobatórios.

Existem também questionamentos sobre uma exposição de R$ 600 milhões em carteiras ligadas ao Banco Master. Os investigadores analisam a qualidade e o lastro desses ativos após a liquidação daquela origem.

Venda barrada e o interesse do BTG Pactual

Houve uma tentativa de vender o Digimais em janeiro de 2025 para o executivo Maurício Quadrado, mas o Banco Central vetou a operação. O negócio seria realizado por meio da plataforma Bluebank.

Posteriormente, em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou interesse em assumir o controle. A negociação surgiu em um cenário de baixa liquidez, onde o banco enfrentava dificuldades para honrar compromissos.

Rebaixamento de crédito e incerteza no mercado

Além dos problemas jurídicos, o banco sofreu um duro golpe da agência Fitch Ratings. A classificadora retirou as notas de crédito da instituição por falta de informações suficientes para monitoramento.

O rebaixamento reflete a incerteza financeira que cerca a entidade controlada por Macedo. Agora, a conclusão de qualquer venda depende de aval do Cade e de órgãos reguladores do sistema financeiro nacional.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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